Saturday, February 11, 2012

Aperto

Aperto
(Nayguel Cappellari)

Não é questão de querer pensar em alguma coisa diferente,
não é questão de querer ser alguma coisa diferente...
É questão de obrigar-se a ser, de obrigar-se
a pensar de uma maneira completamente diferente.

Os dias se tornaram estranhos, incompletos.
Sem presenças, sem lembranças,
ou com muitas lembranças...
Algumas corretas, mas na grande maioria,
lembranças incompletas e erradas.

- Como foi que um dia aconteceu? Como deixou de acontecer?
- Como foi que isso passou, como não poderá mais voltar?

E tudo que acontece passa sobre nossos olhos,
E o que podemos fazer é tentar salvar o momento,
a lembrança, o desejo.
Para que mais tarde possamos tentar nos lembrar.
Para que mais tarde possamos viver de novo...
Ou ao menos tentar.

E lá se vai o mundo de outrora,
os desejos, as vontades, os sonhos...
Os sentimentos.

O amargo toma conta de nossa alma,
a tristeza toma conta de nossa vida,
e dentro de nós mesmos apenas uma coisa ainda há de existir:
- Vontade de ser feliz.

E aí que temos de sorrir
e fazer de conta que tudo foi um pesadelo
que pode ser jogado para de baixo da cama, do sofá,
ou ser escondido nas mais profundas entranhas de nossa mente.

E tudo que teremos de fazer...
é fingir que está tudo bem, até que tudo realmente fique...
e dentro de nós o coração se torne pedra...
- Para sempre.

Friday, February 03, 2012

Poema das duas

Poema das duas
(Nayguel Cappellari)

O tempo passa e não há nada que possamos fazer,
não sei dizer se o que acontece é bom ou ruim,
mas sei dizer que dentro de mim,
mil coisas têm acontecido.

E essas coisas têm feito minha vida mudar,
Algumas pessoas deixaram de ser prioridade,
e outras tornaram-se tão importantes...
Que dentro de mim só se dizer que nada é constante.

E o que eu sei é que mesmo com a mudança,
uma certeza não sai de minha mente.
O medo absurdo de dar errado, o medo absurdo de ser errado.
E tudo que eu quero é ser normal, ser alguém...

Deixar ser essa coisa inexistente, sem vontade de fazer as coisas...
sem vontade de seguir em frente, sem vontade de fazer nada.
Eu quero é ser normal, ser alguém...
E o que eu mais quero é fazer as pessoas felizes.

E eu não sei nem mais o que estou escrevendo,
ao fundo, a noite intensa que me engole,
tragando-me para pensamentos sombrios e nefastos...
Que só fazem com que eu me entristeça.

E eu achando que não poderia ser mais nada,
deixo o medo de lado, deixo tudo de lado, e tento sorrir.
Tento viver minha vida...
Querendo ser muito mais do que eu sou.

E eu quero ser bem mais do que eu sou.

Wednesday, January 18, 2012

Depois do Cinza e Preto

Depois do Cinza e Preto
(Nayguel Cappellari)

E enquanto eu pensava que tudo daria errado,
eis que surge, completamente do nada,
uma guria extremamente linda, capaz de
mudar completamente o que eu penso...

Um rosto tão lindo, de sorriso encantador,
que me cativou a partir do primeiro momento que eu vi...
uma flecha pontiaguda que perfurou-me o coração...
e acertou-me, me deixando completamente transtornado... e encantado.

Essa menina linda, de jeitinho doce,
de palavra fácil e de sorriso maravilhoso,
soube como me encantar,
e me provocar os mais loucos sentidos...

Sem conhecê-la totalmente,
já a sinto em meus braços, já a tenho em minha mente,
já a quero comigo, já a sinto me beijando...
já quero beijá-la, amá-la, consumí-la.

Uma menina linda e perfeita,
de olhar penetrante e inquieto,
que me liberou os sentidos...
e me fez ficar completamente doido de encanto.

Que me fez imaginá-la com ela,
dias e noites juntos, de braços dados
e mãos juntas, com nossos lábios se beijando,
e nossas mãos se tocando...

Sentindo o gosto do seu gosto,
o gosto do seu corpo,
o gosto dela completamente, em mim...
Somente para mim.

Uma menina doce, amável...
que tirou-me de um abismo de tristeza,
de um mundo cinza e preto.
Que iluminou-me os sentidos, e acalentou-me a alma...

A menina que domou o meu coração
e enloqueceu a minha razão,
me fazendo querê-la...
inteiramente para mim.

Wednesday, January 11, 2012

Perguntas, tantas perguntas

Perguntas, tantas perguntas
(Nayguel Cappellari)

O que eu faço se já não consigo suportar?
A dor dessa ausência sem tamanho,
de teres sumido de uma forma tão patética...
tão estranha e incomum?

O que eu faço se já não consigo suportar,
o doce sabor das lembranças de nós dois,
nossos risos e alegria intensa...
transformados nessa falha também intensa de comunicação?

O que eu posso fazer, diga-me, por favor,
meu coração já não aguenta a angústia de não te ter,
minha mente não consegue evitar as lembranças de outrora,
E meus olhos já não evitam as lágrimas de caírem.

E o que acontece comigo,
já que não consigo fazer nada,
a não ser entregar-me ao destino,
e esperar que voltes algum dia?

Friday, January 06, 2012

Um outro desabafo

Eu me irrito e talvez sem razão alguma, afinal, faço parte desta sociedade e posso até ser considerado um hipócrita por algumas pessoas. E não deixo de dizer que elas teriam razão. Me irrito, sim, pois compartilham mensagens de Deus em vez de compartilhar solidariedade e fraternidade. Compartilham coisas dizendo que o Rock não é de Deus, e que isso é um absurdo, quando vejo mil coisas erradas no mundo, seja alguém religioso, ou não. Vejo críticos religiosos interpretando músicas erradas e dizendo, com a mesma certeza daquela da Bíblia, que rock é coisa de não sei o quê.

Não apenas isto, me irrito em ver mensagens que são compartilhadas, e gente falando sobre o fim de semana ou coisas como estarem com tédio, quando não tão nem aí pras catástrofes nas cidades do Brasil seja pelo excesso de chuva, ou pela falta dela. Estou farto de falsas ilusões, de piadas boas e manjadas, de dizeres bonitos, de brigas entre religiosos e não religiosos... de comodismo exacerbado...

Estou farto de ver que tudo que a gente acredita, está escrito em um nada, em um perfil de uma rede social, como se o mundo virtual fosse o real, e o real fosse o virtual. Sendo que pessoas que morrem por causa das chuvas possam dar um "respawn" e voltar do último "save point".

O mundo não é fácil, "mas mais fortes são os que aceitam e enfrentam uma verdade do que os que fogem dela com facilidade", já diria Tyrion Lannister, e nem por isso temos de ficar de olhos fechados por vontade, ou não.

Isso tudo me irrita de uma forma tão intensa, que me faz perguntar para mim mesmo o por quê de eu existir no mundo virtual e não no real. E por isso estou mudando, de certa forma. Um tanto quanto lento, um tanto quanto intenso... tentando encontrar um rumo que tudo seja acertado.

Enquanto isso, esse texto vai ficar por aqui, e daqui uma semana ninguém se lembrará dele, e falarão de Big Brother, de Michel Teló, de qualquer outra porcaria por aí, voltando ao mundo virtual-que-é-real. E tapando o rosto para o real-que-é-virtual.

Eu tenho pena e sinto essa enorme lástima que tudo tenha se transformado.

Monday, January 02, 2012

Ao vazio

Ao vazio
(Nayguel Cappellari)

E o que acontece comigo nesse novo caminho?
Dentro de mim não existe nada, a não ser um vazio enorme.
O vazio deixado por inúmeros problemas,
inúmeros pensamentos ruins e coisas afins.

Estou completamente perdido.
Em um caminho pelo qual eu deixei-me levar.
Sem ter alguma solução qualquer...
Sinto que tudo esta´desajeitado e inexato.

O vazio tomando conta de mim, e dos meus pensamentos.
Meu coração em pedaços, fragmentado...
por motivos ridículos, deprimentes, fantasiosos...
Algo repleto de sentimentalismo e bizarrice.

Sou assim, completamente estranho,
naturalmente triste, ou desesperado.
Com um vazio intenso, e ruim...
que me faz ter vontade de explodir.

E não consigo pensar em nada mais.
Nada que me alivie essa tensão e esse medo...
a angústia de estar assim...
- Com esse vazio dentro de mim.

E sinto-me repleto de nada...
em uma inutilidade tremenda.
E o vazio crescente,
tomando conta do meu coração.

Monday, December 26, 2011

Posso pedir

Posso pedir
(Nayguel Cappellari)

Posso pedir para que em 2012 eu não seja tão preguiçoso, para que eu não deixe de lado tantas coisas, e não me preocupe tanto com outras assim, tão sem importância. Posso pedir que tudo seja tranquilo, calmo e sereno. Mas jamais vou conseguir pedir a calma necessária para o meu coração.

Posso pedir, ainda, que tudo seja tão belo e sem problemas, que com os eventuais infortúnios eu consiga lidar. Posso pedir, também, que tudo se ajeite, e as coisas se acalmem... mas mesmo assim, não vou conseguir pedir a calma necessária para o meu coração, nem para a minha alma.

Posso pedir tudo que seja de tão importante para qualquer pessoa, posso pedir saúde, felicidade e até mesmo dinheiro. Mas jamais vou conseguir lidar com esse vazio enorme, e com a raiva entalada dentro do meu corpo, e da minha mente.

Posso pedir exatamente tudo, tudo que qualquer um queira...
Mas o que eu quero, eu infelizmente, não tenho como pedir.
Só quero a calma pra minha alma.
E pro meu coração