Monday, November 23, 2009

Do sentimento puro.


Do sentimento puro.
(Nayguel Cappellari)

Para Tainá.

E este sentimento dentro de mim,
cada dia mais forte, cada dia mais intenso.
Sinto-me como um dependente químico,
onde minha droga és simplesmente tu.

És tu entorpecendo-me o ser,
és tu entorpecendo-me a alma,
sou eu não tenho mais vontade de me separar,
e não quero um remédio para este vício, ah, eu não quero.

és tu simplesmente entorpecendo-me o ser.
és tu que me enloquece tal qual heroína.
és tu que me faz o sangue ferver,
és tu a unica razão do meu sorriso.

E enquanto fico aqui, pensando em ti,
as lágrimas escorrem do meu rosto,
Por que não tenho a real idéia
Se tu realmente existes.

E enquanto fico aqui, pensando em ti,
tu estás longe, e eu imagino-te comigo.
e, triste, olho as estrelas,
por que elas me fazem lembrar de ti.

Me fazem lembrar do teu sorriso,
me fazem lembrar dos teus olhos brilhantes,
Me fazem lembrar de ti,
Simplesmente só.

E não importa, não importa o que eu carregue comigo,
tu não és um problema, eu te amo tal qual o ar que respiro.
te amo tal qual a rosa mais linda de todo o jardim.
Te amo como somente eu posso amar.

E eu te quero tanto, não consigo me imaginar sem ti,
és minha totalmente, e eu não sei o que fazer,
és meu vício, és meu ópio, és minha heroína.
És minha tão doce vontade de viver.

Eu, meu amor, te amo de verdade.
E se hoje olho pro céu, a contar as estrelas,
é porque deste jeito, mesmo que as lágrimas escorram,
sinto-me feliz, sinto-me cheio de esperanças de te ver.

E assim, eu espero a cada minuto,
que os anjos venham me buscar,
para que eu possa, voando,
ir ao teu encontro.

Saturday, November 14, 2009

Reflexão.

E eu não sei mais o que fazer, não sei mais o que dizer,
eu não ando bem, não ando legal,
quando as coisas estão ficando bem, alguma coisa lá em cima
diz que eu tenho de olhar pro chão e saltar dos cacos de vidro.
Mas, me digam, como pular dos cacos de vidros, se eu estou descalço e cansado?
Cansado da mesma coisa de sempre, cansado de sofrer do mesmo jeito,
cansado de correr atrás por algo que nunca foi verdadeiro, cansado de tentar salvar uma amizade que NUNCA existiu.
E quantas vezes sozinho, olhando para cima, sem saber o que fazer ou o que dizer?
E quantas vezes triste, desesperado, por algo que jamais voltará atrás?
Como posso eu deixar de sofrer, se tudo que fazem é pisar cada vez mais em cima de mim?

Eu não vou deixar de sofrer, mas algumas pessoas terão o que merecem. Ah, se terão.

Wednesday, November 11, 2009

E hoje despertei

E hoje despertei
(Nayguel Cappellari)

Para Tainá

E o tempo que passo, em falso, pensando em ti,
nos teus longos cabelos afagados por meus carinhos,
na tua boca encostando a minha,
no beijo em que se sela o que sentimos um pelo outro.
Este tempo, olhando para cima, olhando em todas as direções,
procurando-te no meio do meu caminho, todo esse tempo,
todo esse tempo em que te procuro, meu amor...

Todo esse tempo me fez abrir os olhos,
me mostrou que eu não posso mais perder este tempo,
eu preciso ter a ti, te ter em meu lado.
Poder simplesmente te abraçar, te beijar,
afagar os teus cabelos, olhar nos teus lindos olhos.
Sentir o doce gosto do teu beijo, da tuas mãos acariciando-me.

E todo esse tempo em que eu vivi,
sem ter sequer a noção de ter vivido de verdade,
hoje eu desperto do sonho, do nada, e posso seguir adiante meu caminho.
Eu realmente, meu amor, preciso te buscar,
te roubar pra mim, te levar pra um lugar só nosso,
onde não tenha nada mais, a não ser tu e eu, e a praia.

Ah, meu amor, como eu queria não ter perdido tanto tempo para perceber,
para perceber que eu não sou mais NADA sem tua companhia,
que não consigo passar um dia sequer sem pensar em ti,
que não consigo sentir outra coisa a não ser um sentimento puro, lindo, límpido dentro de mim.
Que eu não consigo mais pensar em nada, em nada, apenas que preciso te encontrar.

E eu não sei mais o que fazer, eu simplesmente quero sair daqui,
ir te buscar de verdade, te beijar, te abraçar, te levar para assistir um filme. Sonhar contigo, e poder dormir ao teu lado, abraçado junto a ti,
poder acordar e ver o sorriso do teu rosto, acordar e ver que tu estás ali, ao meu lado.
Ah, como eu preciso, como eu preciso te ter ao meu lado.

E tudo que me resta, meu amor,
depois de ter pensado em tudo, depois de ter desejado tudo,
é deixar a lágrima cair de meu rosto, lágrima de felicidade por finalmente eu ter entendido.
Entendido o quão importante tu és pra mim, o tudo que tu significas.
Por finalmente eu ter entendido que o que eu sinto em meu peito nada mais é que o amor puro.

O amor verdadeiro que eu posso simplesmente sentir, nada mais.
E não importa, hoje eu consigo perceber que o caminho não é longo,
e que eu simplesmente vou te trazer pra mim, e, então, meu amor,
seremos nós dois, tu e eu, e mais ninguém.

Wednesday, November 04, 2009

Quando a gente pensa que as coisas estão indo bem, BUM!, tudo desmorona sob tua cabeça. Quando pensamos que essas pessoas não vão mais te machucar, BUM!, a bomba explode de novo e mais uma vez tudo desmorona assim.

Por que é tão difícil ser feliz? Por que é tão difícil ser alguém? Por que eu não consigo sentir raiva? Por que eu não consigo gritar a ponto de cuspir sangue e mostrar o que está preso dentro de mim?

O que eu fiz ou o que eu faço de errado, por que as pessoas à minha volta resolveram fechar os olhos? Por que tudo tem de ser desse jeito? Não sou bom o suficiente? Ser bonzinho assim é ser digno de pena?

Eu perdi as pessoas que eu mais considerava em minha vida, perdi as duas meninas pelas quais fui - INFANTILMENTE - apaixonado, deixei as pessoas pisarem em mim, pois eu acreditava que alguém iria aparecer. Me segurar nos braços, me embalar junto a ela, me fazer sorrir de novo. E de fato essa pessoa apareceu.

Apareceu e me nocauteou logo em seguida, e foi pior, fez-me de alimento aos abutres, nada, nada que me dissera fora verdade. E dessa vez não é a bomba, mas sim o mundo inteiro que explode.

E o mundo cai, e o coração desse pobre apaixonado pela vida desiste. Agora, ele parou de bater.

Friday, October 30, 2009

Tem coisas na vida que a gente não consegue entender, não, é sério.
Por mais que a gente tente, essas coisas não são explicadas. De maneira alguma. E o pior? Que são essas coisas inexplicáveis que, geralmente, têm o maior valor sentimental para a gente.

Não, eu tento me explicar, neste momento, meu olho direito está lacrimejando. Lágrimas de desespero, eu suponho, porque não tem outra explicação para elas. O motivo? Bem, é de uma coisa antiga, de um bom tempo. E a forma como essa coisa me machuca é que me faz completamente estúpido. Ser destratado de todo o jeito é a pior coisa do mundo, e ser destratado por uma pessoa que tu goste realmente é uma situação que eu espero que ninguém sinta.

Essa coisa inacabada, que eu sinto, entre essa pessoa e eu, me machuca, me consome, e essa forma de "destrato" me consome mais ainda. E eu me sinto um lixo, ao menos, agora eu já estou mais tranquilo e nem choro mais.

Acho que o medo de tudo, é que essa coisa inexplicável, que para mim foi perfeito e tudo de maravilhoso acabe, e acabando, eu não sinta mais nada por essa pessoa, e não sentindo mais nada por ela, meus olhos parem de chorar, e parando de chorar, eu me sinta livre. E sentindo-me livre é que aí está o problema, eu não quero, eu não gosto, e não vou me adaptar.

Por que eu sou muito preso a algumas coisas, a algumas pessoas, e essa pessoa está me consumindo. Muito.

Sou um besta, talvez uma criança ainda, que tem medo do mundo. E o medo da liberdade, de não ser mais dependente de determinadas coisas, de determinadas pessoas, e isso está me matando, e isso está me consumindo.

Eu não sei mais o que falar, não sei mais o que fazer,
eu só espero que a tal da carta chegue logo, por que vai ser a revitalização do meu ser, e, eu sei, que daí em diante eu vou ser um ser humano solto, livre, e sofrerei mais do que estou sofrendo agora.

E isso me dá medo, muito medo.
Mas que a carta chegue, porque só assim eu posso apressar o sepulcro que me resta. Só assim.

Sunday, October 25, 2009

O Vingador - Parte Um.

E parecia tudo tão real naquele momento, ele não podia fazer nada a não ser olhar. Olhar aquela que fora uma das pessoas mais importantes para ele, em vida, morrer ao seu lado. O sangue jorrando em todos os cantos, a parede tomada por aquele vermelho viscoso, e o rosto dele, com o vermelho do sangue jorrado, com o sangue nos olhos e a raiva em sua mente.
Ele não pode fazer nada a não ser deitar-se no chão e abraçar a sua amada, que jamais abriria os olhos novamente. E ele seguia a pensar, debater-se contra o corpo dela, gritando para ela falar alguma coisa. Aquela voz, a voz que ele tanto amava, que o tanto fazia ficar bem.
E as coisas acontecendo, em sua volta muita gente ainda perdida, nas paredes, correndo, com pedaços de madeira, coquetéis molotov em suas mãos, armas, facas, pedaços de ferro. O mundo estava transformado em caos, e ele, apenas abraçado em sua amada, jamais a veria novamente, jamais sentiria o gosto ardente dos beijos dela. Jamais, jamais saberia se ele seria feliz de novo.
E num momento terrível, com uma força maior, ele então sentiu o seu cérebro explodir, pegou a primeira coisa que achou por perto, era um tijolo, e partiu para cima do desgraçado que havia atirado em sua menina linda. Ele jogou seu corpo grande para cima do assassino, derrubando-o, e no chão, começou a espancá-lo com o tijolo, esmagava a face do assassino, que gritava de dor, pedindo perdão. Perdão, este, que não fora ouvido. E o assassino morria agora pelas mãos sujas de sangue do coitado sofredor.

E aquele alojamento, que outrora fora uma instituição de educação, estava agora tomada pelo caos, ele, que era policial, estava preso em um mundo cheio de assassinos, moldados pela face violenta da sociedade. E acabara de se transformar em um outro. Ele pegou o pedaço de tijolo, partiu para cima do próximo alvo, encontrou então uma menina de quinze anos, pedindo por ajuda. Ela estava prestes a ser estruprada, a menina gritava, desesperada por ajuda, e então, o vingador pegou o tijolo, e sem nem pensar duas vezes atirou-o na face do estruprador infeliz, que caiu no chão com tamanha força. E ele então partiu para cima do desgraçado inescrupuloso, mantendo suas mãos com força, batendo com força em seu rosto, desfigurando-o com as próprias mãos.

E dali em diante o mundo conheceria O Vingador.

Thursday, October 22, 2009

Do sentimento perfeito

Do sentimento perfeito
(Nayguel Cappellari)

É como se um raio atingisse minha cabeça.
O coração palpitando forte,
minhas mãos tremendo de emoção.
E em cada segundo, o toque do teu corpo.
Sinto-te toda, indo e vindo,
perfeita, tão perfeita.
E em meu coração está batendo
harmoniosamente a balada dos anjos.
E os sinos tocam,
Tocam e encantam o momento,
o momento em que eu toco todo o teu corpo.
És tão linda em minha frente,
és tão perfeita, tão inegualável.
sinto cada parte do teu belo corpo,
sinto cada parte da tua perfeita simetria.
Sinto tudo, te faço sentir todo o desejo dentro de mim,
te faço sentir tudo que eu estou agora sentindo.
Minhas mãos a apertar-te o corpo,
minhas mãos dando-te carinho.
minhas mãos enchendo-te de amor.
E eu quero que tu sinta tudo que eu sinto.
todo o ímpeto perfeito,
todo o ímpeto maravilhoso.
Todo o torpor causado pelo raio
pelo raio do amor em mim.

E teu corpo tão belo em minha frente,
e teu corpo tão perfeito comigo.
E eu não posso fazer mais nada
a não ser abraçar-te totalmente.

Friday, October 09, 2009

Ode imaginária



Ode imaginária
(Nayguel Cappellari)

E como uma cachoeira se vai
Se vai o meu coração,
onde eu nao tenho nada.
E meu corpo diz adeus.

Não tenho sequer o apoio dos meus,
sonho ainda com o mundo novo,
onde eu não tenha que sentir,
sentir essa queimação em meu peito.

E ao meu lado não está ela,
sequer a tenho em meus dias,
ela se fora tal qual a água
que desce a correnteza da vida.

E neste mundo novo em que me encontro,
inexistente sentimento, meu coração se fora,
minha vida também; não possuo nada mais.
A não ser a queimação que corrói o meu peito.

O sangue que agora jorra,
bota para fora todo o mal,
não tenho mais nada,
nem mesmo ela em meu lado.

E meu coração está ardendo,
minha mente está morrendo,
o sonho está se indo,
por que agora sou nada.

Continuo a cantar,
cantar essa ode sem fim,
talvez no final de minha vida,
ela volte para mim.

Uma vida sem sentido,
onde não existe nem motivo,
um motivo para isso tudo.
Para o abismo em que existo.

E quero acabar com isso,
desistir, talvez, da vida,
mas eu queria ao menos por agora,
uma última conversa com ela.

E lá se foi a minha vida.
Lá se foi o meu âmago,
sou amargo, sou cinzento,
tal qual o dia sem sol.

E mesmo agora, com a caneta em minhas mãos,
sinto o torpor das coisas em minha alma,
já não existo completamente, e então
deixo para o nada meu futuro.

Monday, September 28, 2009

Nada mais

Nada mais
(Nayguel Cappellari)

E é agora que eu só penso em saltar.
pular da janela, do abismo, da pedra mais alta.
É agora que eu fico a esperar a morte.
sinto já o meu corpo esvaindo-se em nada.
Sinto-me exatamente um nada como tenho sido.
Sinto-me um inútil.
E continuam a não me ouvir.
E agora eu sei
que quanto mais eu tento enxergar as coisas coloridas
eu apenas consigo ver os vultos atrapalhando-me a visão.
e os vultos, querem me levar com eles.
e eu quero ir.
eu quero ir.

Friday, September 25, 2009

Uma noite

Uma noite.
(Nayguel Cappellari)

E como eu queria, neste momento, que tu estivesse aqui comigo.
E iríamos, então, nos abraçar calmamente.
Mesmo que lá fora estivesse tudo errado.
Mesmo que lá fora estivesse chuvendo ácido.
Mesmo que lá fora tivesse clarões e fantasmas chorando.
E eu não teria mais nada,
eu teria apenas a ti nesta noite.
Abraçaria teu corpo, beijaria tua alma, afagaria teus cabelos.
Voaria ao infinito contigo, meu bem.
Voaria contigo.
Não importaria nada, não teria medo de nada.
Mesmo que pela manhã o sol não quisesse sair.
Mesmo que eu não tivesse nada mais.
Para mim nada importaria,
porque eu teria a ti.

E como eu queria que este dia chegasse.
E como eu queria aproveitar esta noite contigo.
E como eu queria poder abraçar a ti.
E como eu queria poder ter aproveitado o sabor dos teus beijos.
E como eu queria poder ter segurado fundo em tuas mãos e não ter te deixado ir.
Como eu queria, neste momento,
que tu estivesse comigo.
Apenas esta noite.
apenas esta noite.

Thursday, September 10, 2009

Not at all

Not at all.
(Nayguel Cappellari)

E a cada vez que eu sigo...
como se minha alma caminhasse a cada rua.
E como se nessas ruas as luzes estivessem apagadas,
e com o perigo à espreita,
até a minha sombra tem medo de aparecer.

É como se o mundo estivesse num nada.
E do nada eu tivesse nascido.
É como se eu fosse presente para todos.
e todos fossem ausentes para mim.

É como se o mundo girasse,
e na minha mão nada parasse.
É como se na minha bandeira não tivesse,
sequer uma consideração pelo brilho da tua estrela.

É como se eu fosse sozinho,
sozinho, eterno, sozinho por sempre.
Sem nada, sem ninguém,
sem motivo para seguir em frente.

E é como se o sol não existisse
é como se as luzes não saíssem.
É como a coberta não protegesse do frio.
É como o brilho do luar não estivesse em meus olhos.

É como um mundo sem verdades,
é como um mundo sem mentiras.
É como um mundo sem nada...
é como um mundo em que vivo.

É como se eu tivesse idéia do que ser.
É como se eu tivesse idéia do que fazer.
É como se eu fosse alguém importante.
É como se eu pudesse fazer alguém ser importante.

É como se eu estivesse em um precipício,
e não conseguisse pular.
É como se eu fosse o pulo.
Do filhote do próximo pássaro a aprender a voar.

É como se não fosse nada,
nem sequer a mim mesmo.
É como se eu não fosse nada...
a não ser a sombra do que um dia eu já fui.

é como se eu pudesse agir livremente,
sem braços a me segurarem.
É como se eu pudesse agir livremente,
e decidir, então, a pular.

Monday, September 07, 2009

Da solidão 2.

Da solidão 2.
(Nayguel Cappellari)

E eu procuro uma explicação lógica para tudo,
procuro uma explicação para tudo.
Procuro, procuro.
Em tudo que é lugar, de tudo que é jeito.

Não encontro nada, não consigo sequer pensar em nada.
a não ser em teu rosto.
a não ser em tua voz.
Eu explico pra mim mesmo que tu não existes...

E eu tento ainda a acreditar em alguma coisa.
Mas eu não te encontro.
e as palavras já insistem em não sair...
e não são nada. Nada.

E eu não consigo entender nada...
e eu estou tão longe de onde tu estás.
eu me atiro ao chão, fico sem vontade de levantar...
e não levanto.

As lágrimas cáem do meu rosto, e,
eu não escuto mais nada,
não consigo mais ver o teu rosto,
e ao meu redor só existe o escuro.

Não possuo mais nada, nem sequer a esperança.
Nem sequer tenho a esperança de te ver...
de te amar, de te abraçar, de ao menos...
um beijo de adeus teu ter.

Não tenho mais nada,
à minha volta apenas a escuridão.
e eu,
eu estou tão longe de ti.

E por mais que tente, não consigo me mover.
Eu tento fazer algo para me levantar,
para melhorar meu humor...
mas nada adianta.

Eu estou tão longe de ti...
e eu estou tão longe.
E na minha mente não aparece nada mais.
nem ao menos eu sei quem tu és.

E nos meus olhos, as lágrimas,
as lágrimas do que nunca foi,
do que nunca existiu,
da ilusão alimentada pelo meu coração.

Thursday, September 03, 2009

Em pedaços.

Em pedaços.
(Nayguel Cappellari)

E enquanto eu vou dormir pensando nas coisas que não disse, e nas coisas que não fiz.
E enquanto tento dormir, viro, desviro, retorno a ficar de barriga pra cima...
olhando, mesmo no escuro, o teto do meu quarto. O teto que parece se mexer. Que parece ficar vivo, que parece querer me absorver e curar-me de todos os problemas.
E enquanto acontecem tantas coisas, e todos os pensamentos que vão, que, inconscientemente, eu me esqueço no outro dia pela manhã. E nas tardes intermináveis eu me ponho a relembrar um assunto que outrora eu pensava: "como é que ela pode dizer não?".
E enquanto trabalho, faço as coisas que me obrigam, que as regras me tornam a mandar... eu fico incontrolado, pensando em tudo que me aconteceu, em tudo que eu fiz, e então eu desabo, porque não entendo o que eu fiz de errado para que as coisas tenham tomado o rumo que tomaram.

E mais uma vez eu me quebro.
Quebro a cara no chão tal qual um espelho nas mãos de uma criança desastrada.
Quebro, então, outras coisas além da cara, quebro-me em pedaços pequenos, que demorarão a serem fixados. O coração cai, a alma despedaça-se, e os sonhos também se vão...
e tudo que me resta é a marca de que eu não pude fazer nada para mudar esse caminho horripilante.
E então eu fecho meus olhos... sonho alto, e não consigo entender, e algumas lágrimas caem simplesmente porque eu não sou nada.

Porque eu simplesmente não tenho nada...
e jamais terei.

E as lágrimas continuam a cair, com apenas um motivo,
e apenas duas coisas me aparecem em mente:
o teu nome e o porquê de eu estar chorando.

Thursday, August 27, 2009

Do não saber.

Do não saber.
(Nayguel Cappellari)

A gente tenta agradar e leva na cara.
A gente sofre e continua dando a outra face,
achando que não vai ser a mesma coisa e vem outro pedido de desculpa.
Mas nós, nos enganos, e sofremos de novo.
Levamos outro soco, que nos fere o ímpeto do coração.

As lágrimas escorrem do rosto,
- não tem motivo para fazê-las parar.
Se pensa no passado, elas caém mais ainda.
Se pensa no futuro, aí que elas não páram.
E a gente insiste em acreditar.

Acredita que não será mais como antes.
Que a gente não vai sofrer e não vai ter nada.
Mas a gente se engana e leva mais uma vez.
E quando a gente menos espera,
quem a gente conhecia não existe mais.

E o coração, outrora impenetrável,
agora machuca, destoa-se nos lamúrios.
E a gente não consegue entender,
não entende o que fez de errado.
Para simplesmente ser pisoteado feito o próprio chão.

Friday, August 21, 2009

21 de agosto, 20 anos de morte de Raul Seixas



Raul Seixas.

Hoje faz vinte anos de morte de Raul Seixas.
Raul Santos Seixas.

Músico, poeta, compositor, artista.

Foi de tempo em tempo que ele obteu a minha confiança, não foi de cara absoluto, demorei para entender o que suas músicas cantavam, demorei para entender o que ele queria falar. Demorei para entender o que ele queria que nós pensássemos. Mas agora, eu agradeço a ele por isso.

E agradeço ao tempo que me fez entender, porque quando mais novo, não tinha capacidade de entender, e se gostasse de suas músicas sem entender, eu não iria ser nem METADE do que seria hoje. Sim, Raul moldou meu caráter, minhas vivências, minhas experiências, me fez entender o significado das palavras, me mostrou um caminho bonito a seguir.

Foi ele que me mostrou em suas músicas a verdadeira cara da ditadura, foi ele que me fez gostar da história do Brasil e querer estudá-la mais a fundo para entender ainda mais as suas letras.

Foi ele, apenas ele, que dominou-me por completo no quesito ídolo.

Meu ídolo, que não tive a oportunidade de ver vivo, que não tive sequer qualquer contato, pois tudo que eu sei, é que suas mp3 estão aqui comigo, e me fazem uma pessoa melhor.

Sou grato por tê-lo conhecido, esse ídolo absoluto, essa pessoa maravilhosa que é Raul Santos Seixas.


Raul, obrigado por tudo.

Thursday, August 20, 2009

Apenas a verdade.

A verdade sobre a imensidão.
(Nayguel Cappellari)

E hoje eu vou contar uma história.
Ela não aconteceu com alguém que eu conheça de verdade.
Ela apenas aconteceu, como as coisas acontecem.
Simplesmente assim, aconteceu.

Foi num dia, quando, depois de chorar muito,
ele descobriu o que seria.
Ele se apaixonara
e desde então sua vida não teria mais sentido.

Ao contrário do que deveria ser,
ele estava feliz, e então desmoronou.
Não pela ilusão, não por falta de amor,
mas sim pelo excesso.

Pelo o que ele sentia em seu peito,
sufocou sua parceira como se estivesse a prendendo
em um aquário trancado.
E o peixe, não poderia respirar com a falta de oxigênio na água.

E então ele chorou demais.
encheu-se de chorar e seguiu em diante.
Quando o destino pregou outra peça nele.
Quedou-se novamente, e agora, mais complicado ainda.

Não bastasse os sonhos de noite,
não bastasse os gritos de desespero,
ele ainda teria de suportar a falta de atenção
e a dor no peito pela angústia de não tê-la.

Mais uma vez não foi a falta,
mas o excesso de amor que acabou com ele.
Quebrou-o ao meio, partindo em vários cacos.
Como se dele seguisse um fragmento sem cérebro. Sem vontade.

E foi aí que o destino resolviu rir da cara dele,
enquanto ele achava que tudo estava se estabilizando,
que ele não iria mais apaixonar-se e sofrer.
Ele, de fato, não apaixonou-se. Mas do caco houve mais caco.

Ele foi quebrado em mais pedaços, e não por causa de amor,
mas dessa vez, foi por falta dele.
Por falta de consideração por quem ele considerava.
Dessa vez não foi o excesso, mas sim a escassez.

E toda noite ele vai dormir,
e todos os pesadelos e os gritos abafados pelas paredes geladas daquele quarto.
E os berros de desespero e a força de desistir.
O fazem sentir-se cada vez pior, cada vez mais irritado, cada vez mais...

Cada vez mais inútil e imbecil ao que ele sentiu e sofreu.
Cada vez mais tenso e mais inexistente ao que ele fora.
E, então, ele percebeu que não fora nada.
A não ser ele mesmo, e que o sofrimento,
o sofrimento era a simples marca de sua pureza.
E a pureza de seu espírito, que era para ter ficado marcada nos corações das pessoas,
sequer fez cócegas nos gélidos corações.
E ele, hoje está sofrendo,
em pedaço do pedaço do pedaço do nada.
Do nada que um dia nunca foi.

E para ele, nem a morte é resposta.
Para ele, nem os dias têm mais sentido
nem o sol consegue dar as respostas.
Para ele, nada tem mais sentido.

Nem mesmo o excesso ou a falta de amor.
que um dia existiu.
Ou não.

Sunday, July 26, 2009

Jump.


Jump
(Nayguel Cappellari)

And you are at the hill,
your life is just going away
like if you don't have anything more to say,
like if you don't have anything more to do.
The words don't make any sense.
And you are at the hill...
and its hard to know if you want to jump
or not.

Wednesday, July 22, 2009

Engaiolado.

O futuro me assusta,
como se não houvesse nada de mais amedrontador.

Não sei o que serei amanhã.
Não sei nem exatamente o que é o amanhã.

Só sei que o amanhã chegou.
Passou, tornou-se ontem.

E quanto a hoje,
hoje, o que eu sou além de um pássaro engaiolado?

Saturday, July 04, 2009

E não importa


E não importa
(Nayguel Cappellari)

E não importa...
as coisas continuam a acontecer,
e as pessoas, - que antes estavam ao teu lado, meu caro -
não se importam mais.

Não ligam para teus sentimentos,
não ligam para o que tu pensas,
não ligam para o que tu precisas.
Não ligam se tu queres um doce sorriso ou um abraço.

E não importa, meu caro,
as coisas acontecem e a sitação é a mesmíssima.
O coração sofre e chora sangue,
enquanto os outros tão nem aí para o que ele sente.

A vida continua para todos,
e todos estão pouco preocupados,
não, minto, na verdade estão NADA preocupados
com o que tu sentes.

Ninguém é obrigado a se preocupar contigo,
é bem verdade, mas com toda a certeza
tu te lembrarás que,
muitas vezes, foste tu quem os protegeste de qualquer infortúnio que fosse.

E quando tu precisas, onde estão?
Quando teus olhos estão com lágrimas
e quando teu coração quer parar de bater...
onde é que eles estão?

Onde é que estão as pessoas que estiveram contigo?
Onde é que está a amiga que chorou no teu ombro?
Ou o amigo que te abraçou fortemente quando tu o ajudaste
com a perda recente que teve?

Onde é que está,
senão, dentro da tua imaginação,
a dignidade e o respeito
do ser humano?

Thursday, July 02, 2009

Eu queria ter vivido nas épocas passadas,
onde tudo era escasso e sem facilidade alguma.
Eu queria ter vivido em épocas pasadas,
pois lá, as pessoas não eram tão egoístas.

As pessoas se preocupariam com o que eu estou a sentir
As pessoas se preocupariam com o que eu tenho dentro do coração.
Eu, ao menos, teria alguém com quem conversar,
alguém com quem sorrir, e não seriam as pessoas que eu mais gosto,
que me matariam de desprezo, de dor, de tudo.

Os amigos, de agora,
já não fazem tanta questão.
É tão simples acabar com o sorriso,
em vez de um abraço normal.

Eu queria viver na época passada,
onde tudo era mais difícil,
naquela época, ao menos,
as pessoas se preocupariam com o que eu sinto.