Tuesday, December 29, 2009

Fluxo

Faz algum tempo que venho querendo escrever este texto, um texto expressivo, que não seja nem poema, nem prosa, nem poesia, nem sequer uma discussão.
É apenas um texto, uma reflexão, uma reflexão de um jovem em processo de crescimento, de aprendizado. Aprendizado da vida.

Esses dias, por exemplo, eu estava indo para a casa do meu pai, e para ir para lá, eu precisava pegar a lancha, cerca de trinta minutos em alto mar, com os fones no ouvido, ouvindo as músicas da minha playlist de momento, e eu parei a pensar, parei, e então veio tanta coisa em minha mente. Foi aí que eu pensei, aquelas pessoas todas juntas, no mesmo lugar que eu, pessoas que eu jamais verei em minha vida, que depois de chegarem ao destino (seja em São José do Norte, cidade do meu pai, ou seja aqui em Rio Grande, a minha cidade), eu jamais as verei de novo. E, na verdade, se eu vê-las, não saberei que as vi na lancha, em um momento em que eu estava refletindo comigo mesmo.

E então eu parei e pensei, as pessoas que nunca mais verei, os amigos que tomaram caminhos diferentes, as escolhas que deixei pela metade, os caminhos que deixei de tomar, a vida que eu hoje levo e que sequer pensava em levar dias atrás, os pensamentos de noite que me assustam, pensamentos, estes, que sinto como se me comessem vivo, pensamentos fortes, intensos. E no caminho do futuro, a escuridão.

A escuridão por que não sei mesmo se o que eu faço é certo, se tudo qeu eu tô aqui, querendo, é o ideal, se eu vou estar vivo amanhã, a escuridão por não saber sequer o que eu realmente sou. Uma mula! Um ser humano burro, idiota, que só vive para sofrer, um mundo cheio de caminhos, pensamentos loucos e o fluxo que me consome.

As coisas que insistem em acontecer, pessoas caindo, pessoas morrendo, eu sofrendo, neste mundo de abismo, onde todos lutam e nada mais existe, nada mais. Um mundo onde, quisera eu, que o amor ainda existisse, um amor saudável, amigável, entre pessoas do mesmo sexo, pessoas de sexo opostos, pessoas, um amor entre pessoas e todos os seres vivos.

E nesse fluxo de pensamentos, eu então me lembro, que naquele caminho da lancha, puramente só eu estou, andando para um nada, para um nada absoluto, sozinho, onde apenas estou, calmo, sereno. Eu e meu fluxo de pensamento.




Vá entender.

Sunday, December 06, 2009

Outro desabafo.

Outro Desabafo
(Nayguel Cappellari)

Para ...

Algumas coisas na vida não são feitas de sorrisos, nem de agradecimentos. É sério, quando notamos, tudo que fazemos para alguém (ou alguéns, no plural mesmo), não passa de nada para esta(s) pessoa(s), porque, por mais que façamos com amor, com todo o carinho que temos dentro de nós mesmos, essa(s) pessoa(s) simplesmente não se importa(m).

É triste, mas verdadeiro, porque nada nesse mundo é sincero, nada nesse mundo é justo, é como se todos estivéssemos jogados em uma jaula, com um bando de leões famintos, cheio de armas ao chão, e o que pegasse a primeira arma e conseguisse sobreviver, seria o eleito. O escolhido. The Chosen One!.

Pois é, por mais que as coisas acontecem, e o mundo continue a balançar, algumas coisas continuam a aocntecer de forma inadequada, inexata, aliás, mais exata impossível. Tudo tendendo ao inútil e mesmíssimo abismo fatal de sempre: o abismo da sonegação. Da sonegação dos amigos, da sonegação, ninguém nunca irá te dar o apoio que precisa quando tu mais precisas. Ninguém nunca irá te agradecer quando tu estiveste lá para abraçá-lo, ninguém nunca irá ao teu lado como tu estiveste ao lado dele, porque todos essas pessoas são abutres, abutres que necessitam de carne, de carne podre, e quando conseguem, não se contentam apenas com a carne. Chupam todo teu sangue também, toda tua força, toda tua energia.

Essas pessoas te destróem com toda a capacidade do mundo, simplesmente porque quando tu mais precisaste elas não estiveram ao teu lado, meu amigo. Mas não adianta ficar chateado nem triste agora, porque o pior ainda está por vir. Sim, por vir. Mas o que ainda mais falta? Já não tô suficientemente perdido com toda essa situação? Com um amigo que não dá atenção, com a falta de um apoio, com a falta de ajuda? Não, meu caro, ainda não acabou. Tu ainda serás pisoteado, pisado, quebrado, carcomido e iludido. E não pára por aí.

Por que por mais que tu sejas o ser humano mais presente para as pessoas, essas pessoas simplesmente não se importarão de saber como tu te sentes, não se importarão de saber que tu estás te sentindo triste, com vontade de largar tudo. Estas pessoas não se importarão, só se importarão consigo mesmas e com seu pútrido umbigo; olhando pra sua face com aquele sorriso falso, imundo, capaz de deixar qualquer um com raiva. Com nojo!

E por mais que o sorriso seja imundo, que o umbigo esteja pútrido, que a alma já não exista, tu ainda, para esta pessoa, estarás ali. Estarás ao lado dela quando ela precisar de ti. Mesmo que ela tenha te pisoteado, mesmo que ela tenha te quebrado. Mas aí chegará o momento, o momento em que o sol iluminará tua face ou até mesmo a Lua irá te fazer perceber, perceber que não vale a pena perder tempo com essa pessoa que não tá nem aí com o que tu sentes, e vai ser aí que tu serás uma nova pessoa, nascida de novo, com um novo poder, o poder de não se preocupar com esse ser pútrido e infâme que te fez sentir todo esse sentimento RUIM e te magoou cada dia que passou. Que não te deixou feliz, que não te fez NADA, que não conseguiu simplesmente MUDAR as atitudes para tentar te fazer ficar bem. Vai ser aí que tu irás perceber, meu caro, que essa pessoa não servirá para a tua vida, e tu a deixarás.

Mas tu a deixarás, e ela, ela então perceberá a situação toda, perceberá que fez muita bobagem, perceberá que de todas as pessoas que estiveram na volta dela, tu és a única que realmente quis bem para ela, que tu foste a única que a apoiaste em TODOS os momentos, EM TODOS OS ANOS QUE SEGUISTE COM ELA, em TODOS OS CHOROS, em TODOS OS SORRISOS, em TODOS OS SONHOS e EM TODOS OS MOMENTOS, e então, essa pessoa estará chorando, ajoelhada ao chão, porque tu já terás partido e jamais a verás.

Tu jamais irás revê-la, porque tu largaste tudo do teu passado e deixaste ela para lá, porque o passado não te diz mais respeito e tu pretendes viver teu presente e futuro, e dessa forma, deixar de acreditar no que já foi e nas pessoas que não te dão atenção suficiente.

E desse jeito, meu caro, essa pessoa que para ti foi importante, estará ajoelhada chorando, porque nesse momento perceberá que é tarde demais voltar atrás, perceberá que não há mais o que fazer e que acabara de perder a pessoa mais importante para a vida dela.

E que seja dura a realidade, nua, crua, mas verdadeiramente linda.

Thursday, December 03, 2009

Do estar apaixonado

Do estar apaixonado
(Nayguel Cappellari)

Para Tainá.

E foi os dizeres que acabaram comigo,
que me fizeram acreditar tudo que poderia acontecer.
Tu me disseste tudo que tu sentias,
e eu pude simplesmente te entender.

Eu estou apaixonado por alguém que me ama.
Eu não sei o que é sentir isso, isso é um sentimento livre,
Um sentimento lindo, um sentimento maravilhoso,
Que me deixa com mais vontade de respirar, de viver,
Com mais vontade de querer ser alguém.

Mas não basta apenas isso tudo,
não basta apenas dizeres e demonstrações de afeto e desejo,
o que basta é que tu estejas comigo,
que tu digas ao meu ouvido que me ama, que me faça pessoalmente feliz.
E não importa, meu amor, eu vou te buscar, te roubar pra mim.

Hoje tu serás minha, hoje eu vou te trazer pra mim,
hoje eu vou te buscar e hoje tu estarás em meus braços.
E não importa, meu amor, eu vou te buscar, te roubar pra mim.
És meu anjo, és minha linda, és a minha tão doce menina.
E eu não sei como, nem porquê, tudo que eu sei é que eu sou o homem mais feliz do mundo.

Hoje eu descobri tudo que queria que tu dissesse,
hoje eu descobri que tu realmente me queres,
hoje eu me tornei mais que feliz, me tornei um homem.
Um homem mais que apaixonado que simplesmente não sabe o que fazer,
só sabe que quer te buscar e te trazer pra ele.

Ó, meu amor, por favor, eu te amo, eu te amo mais que tudo nesse mundo.
Eu te amo tanto, eu te quero tanto, e é mais que desejo,
e é mais que vontade.
É simplesmente o que eu posso sentir de puro e de belo,
és minha linda e doce menina que eu quero esteja ao meu lado para sempre.

Monday, November 23, 2009

Do sentimento puro.


Do sentimento puro.
(Nayguel Cappellari)

Para Tainá.

E este sentimento dentro de mim,
cada dia mais forte, cada dia mais intenso.
Sinto-me como um dependente químico,
onde minha droga és simplesmente tu.

És tu entorpecendo-me o ser,
és tu entorpecendo-me a alma,
sou eu não tenho mais vontade de me separar,
e não quero um remédio para este vício, ah, eu não quero.

és tu simplesmente entorpecendo-me o ser.
és tu que me enloquece tal qual heroína.
és tu que me faz o sangue ferver,
és tu a unica razão do meu sorriso.

E enquanto fico aqui, pensando em ti,
as lágrimas escorrem do meu rosto,
Por que não tenho a real idéia
Se tu realmente existes.

E enquanto fico aqui, pensando em ti,
tu estás longe, e eu imagino-te comigo.
e, triste, olho as estrelas,
por que elas me fazem lembrar de ti.

Me fazem lembrar do teu sorriso,
me fazem lembrar dos teus olhos brilhantes,
Me fazem lembrar de ti,
Simplesmente só.

E não importa, não importa o que eu carregue comigo,
tu não és um problema, eu te amo tal qual o ar que respiro.
te amo tal qual a rosa mais linda de todo o jardim.
Te amo como somente eu posso amar.

E eu te quero tanto, não consigo me imaginar sem ti,
és minha totalmente, e eu não sei o que fazer,
és meu vício, és meu ópio, és minha heroína.
És minha tão doce vontade de viver.

Eu, meu amor, te amo de verdade.
E se hoje olho pro céu, a contar as estrelas,
é porque deste jeito, mesmo que as lágrimas escorram,
sinto-me feliz, sinto-me cheio de esperanças de te ver.

E assim, eu espero a cada minuto,
que os anjos venham me buscar,
para que eu possa, voando,
ir ao teu encontro.

Saturday, November 14, 2009

Reflexão.

E eu não sei mais o que fazer, não sei mais o que dizer,
eu não ando bem, não ando legal,
quando as coisas estão ficando bem, alguma coisa lá em cima
diz que eu tenho de olhar pro chão e saltar dos cacos de vidro.
Mas, me digam, como pular dos cacos de vidros, se eu estou descalço e cansado?
Cansado da mesma coisa de sempre, cansado de sofrer do mesmo jeito,
cansado de correr atrás por algo que nunca foi verdadeiro, cansado de tentar salvar uma amizade que NUNCA existiu.
E quantas vezes sozinho, olhando para cima, sem saber o que fazer ou o que dizer?
E quantas vezes triste, desesperado, por algo que jamais voltará atrás?
Como posso eu deixar de sofrer, se tudo que fazem é pisar cada vez mais em cima de mim?

Eu não vou deixar de sofrer, mas algumas pessoas terão o que merecem. Ah, se terão.

Wednesday, November 11, 2009

E hoje despertei

E hoje despertei
(Nayguel Cappellari)

Para Tainá

E o tempo que passo, em falso, pensando em ti,
nos teus longos cabelos afagados por meus carinhos,
na tua boca encostando a minha,
no beijo em que se sela o que sentimos um pelo outro.
Este tempo, olhando para cima, olhando em todas as direções,
procurando-te no meio do meu caminho, todo esse tempo,
todo esse tempo em que te procuro, meu amor...

Todo esse tempo me fez abrir os olhos,
me mostrou que eu não posso mais perder este tempo,
eu preciso ter a ti, te ter em meu lado.
Poder simplesmente te abraçar, te beijar,
afagar os teus cabelos, olhar nos teus lindos olhos.
Sentir o doce gosto do teu beijo, da tuas mãos acariciando-me.

E todo esse tempo em que eu vivi,
sem ter sequer a noção de ter vivido de verdade,
hoje eu desperto do sonho, do nada, e posso seguir adiante meu caminho.
Eu realmente, meu amor, preciso te buscar,
te roubar pra mim, te levar pra um lugar só nosso,
onde não tenha nada mais, a não ser tu e eu, e a praia.

Ah, meu amor, como eu queria não ter perdido tanto tempo para perceber,
para perceber que eu não sou mais NADA sem tua companhia,
que não consigo passar um dia sequer sem pensar em ti,
que não consigo sentir outra coisa a não ser um sentimento puro, lindo, límpido dentro de mim.
Que eu não consigo mais pensar em nada, em nada, apenas que preciso te encontrar.

E eu não sei mais o que fazer, eu simplesmente quero sair daqui,
ir te buscar de verdade, te beijar, te abraçar, te levar para assistir um filme. Sonhar contigo, e poder dormir ao teu lado, abraçado junto a ti,
poder acordar e ver o sorriso do teu rosto, acordar e ver que tu estás ali, ao meu lado.
Ah, como eu preciso, como eu preciso te ter ao meu lado.

E tudo que me resta, meu amor,
depois de ter pensado em tudo, depois de ter desejado tudo,
é deixar a lágrima cair de meu rosto, lágrima de felicidade por finalmente eu ter entendido.
Entendido o quão importante tu és pra mim, o tudo que tu significas.
Por finalmente eu ter entendido que o que eu sinto em meu peito nada mais é que o amor puro.

O amor verdadeiro que eu posso simplesmente sentir, nada mais.
E não importa, hoje eu consigo perceber que o caminho não é longo,
e que eu simplesmente vou te trazer pra mim, e, então, meu amor,
seremos nós dois, tu e eu, e mais ninguém.

Wednesday, November 04, 2009

Quando a gente pensa que as coisas estão indo bem, BUM!, tudo desmorona sob tua cabeça. Quando pensamos que essas pessoas não vão mais te machucar, BUM!, a bomba explode de novo e mais uma vez tudo desmorona assim.

Por que é tão difícil ser feliz? Por que é tão difícil ser alguém? Por que eu não consigo sentir raiva? Por que eu não consigo gritar a ponto de cuspir sangue e mostrar o que está preso dentro de mim?

O que eu fiz ou o que eu faço de errado, por que as pessoas à minha volta resolveram fechar os olhos? Por que tudo tem de ser desse jeito? Não sou bom o suficiente? Ser bonzinho assim é ser digno de pena?

Eu perdi as pessoas que eu mais considerava em minha vida, perdi as duas meninas pelas quais fui - INFANTILMENTE - apaixonado, deixei as pessoas pisarem em mim, pois eu acreditava que alguém iria aparecer. Me segurar nos braços, me embalar junto a ela, me fazer sorrir de novo. E de fato essa pessoa apareceu.

Apareceu e me nocauteou logo em seguida, e foi pior, fez-me de alimento aos abutres, nada, nada que me dissera fora verdade. E dessa vez não é a bomba, mas sim o mundo inteiro que explode.

E o mundo cai, e o coração desse pobre apaixonado pela vida desiste. Agora, ele parou de bater.

Friday, October 30, 2009

Tem coisas na vida que a gente não consegue entender, não, é sério.
Por mais que a gente tente, essas coisas não são explicadas. De maneira alguma. E o pior? Que são essas coisas inexplicáveis que, geralmente, têm o maior valor sentimental para a gente.

Não, eu tento me explicar, neste momento, meu olho direito está lacrimejando. Lágrimas de desespero, eu suponho, porque não tem outra explicação para elas. O motivo? Bem, é de uma coisa antiga, de um bom tempo. E a forma como essa coisa me machuca é que me faz completamente estúpido. Ser destratado de todo o jeito é a pior coisa do mundo, e ser destratado por uma pessoa que tu goste realmente é uma situação que eu espero que ninguém sinta.

Essa coisa inacabada, que eu sinto, entre essa pessoa e eu, me machuca, me consome, e essa forma de "destrato" me consome mais ainda. E eu me sinto um lixo, ao menos, agora eu já estou mais tranquilo e nem choro mais.

Acho que o medo de tudo, é que essa coisa inexplicável, que para mim foi perfeito e tudo de maravilhoso acabe, e acabando, eu não sinta mais nada por essa pessoa, e não sentindo mais nada por ela, meus olhos parem de chorar, e parando de chorar, eu me sinta livre. E sentindo-me livre é que aí está o problema, eu não quero, eu não gosto, e não vou me adaptar.

Por que eu sou muito preso a algumas coisas, a algumas pessoas, e essa pessoa está me consumindo. Muito.

Sou um besta, talvez uma criança ainda, que tem medo do mundo. E o medo da liberdade, de não ser mais dependente de determinadas coisas, de determinadas pessoas, e isso está me matando, e isso está me consumindo.

Eu não sei mais o que falar, não sei mais o que fazer,
eu só espero que a tal da carta chegue logo, por que vai ser a revitalização do meu ser, e, eu sei, que daí em diante eu vou ser um ser humano solto, livre, e sofrerei mais do que estou sofrendo agora.

E isso me dá medo, muito medo.
Mas que a carta chegue, porque só assim eu posso apressar o sepulcro que me resta. Só assim.

Sunday, October 25, 2009

O Vingador - Parte Um.

E parecia tudo tão real naquele momento, ele não podia fazer nada a não ser olhar. Olhar aquela que fora uma das pessoas mais importantes para ele, em vida, morrer ao seu lado. O sangue jorrando em todos os cantos, a parede tomada por aquele vermelho viscoso, e o rosto dele, com o vermelho do sangue jorrado, com o sangue nos olhos e a raiva em sua mente.
Ele não pode fazer nada a não ser deitar-se no chão e abraçar a sua amada, que jamais abriria os olhos novamente. E ele seguia a pensar, debater-se contra o corpo dela, gritando para ela falar alguma coisa. Aquela voz, a voz que ele tanto amava, que o tanto fazia ficar bem.
E as coisas acontecendo, em sua volta muita gente ainda perdida, nas paredes, correndo, com pedaços de madeira, coquetéis molotov em suas mãos, armas, facas, pedaços de ferro. O mundo estava transformado em caos, e ele, apenas abraçado em sua amada, jamais a veria novamente, jamais sentiria o gosto ardente dos beijos dela. Jamais, jamais saberia se ele seria feliz de novo.
E num momento terrível, com uma força maior, ele então sentiu o seu cérebro explodir, pegou a primeira coisa que achou por perto, era um tijolo, e partiu para cima do desgraçado que havia atirado em sua menina linda. Ele jogou seu corpo grande para cima do assassino, derrubando-o, e no chão, começou a espancá-lo com o tijolo, esmagava a face do assassino, que gritava de dor, pedindo perdão. Perdão, este, que não fora ouvido. E o assassino morria agora pelas mãos sujas de sangue do coitado sofredor.

E aquele alojamento, que outrora fora uma instituição de educação, estava agora tomada pelo caos, ele, que era policial, estava preso em um mundo cheio de assassinos, moldados pela face violenta da sociedade. E acabara de se transformar em um outro. Ele pegou o pedaço de tijolo, partiu para cima do próximo alvo, encontrou então uma menina de quinze anos, pedindo por ajuda. Ela estava prestes a ser estruprada, a menina gritava, desesperada por ajuda, e então, o vingador pegou o tijolo, e sem nem pensar duas vezes atirou-o na face do estruprador infeliz, que caiu no chão com tamanha força. E ele então partiu para cima do desgraçado inescrupuloso, mantendo suas mãos com força, batendo com força em seu rosto, desfigurando-o com as próprias mãos.

E dali em diante o mundo conheceria O Vingador.

Thursday, October 22, 2009

Do sentimento perfeito

Do sentimento perfeito
(Nayguel Cappellari)

É como se um raio atingisse minha cabeça.
O coração palpitando forte,
minhas mãos tremendo de emoção.
E em cada segundo, o toque do teu corpo.
Sinto-te toda, indo e vindo,
perfeita, tão perfeita.
E em meu coração está batendo
harmoniosamente a balada dos anjos.
E os sinos tocam,
Tocam e encantam o momento,
o momento em que eu toco todo o teu corpo.
És tão linda em minha frente,
és tão perfeita, tão inegualável.
sinto cada parte do teu belo corpo,
sinto cada parte da tua perfeita simetria.
Sinto tudo, te faço sentir todo o desejo dentro de mim,
te faço sentir tudo que eu estou agora sentindo.
Minhas mãos a apertar-te o corpo,
minhas mãos dando-te carinho.
minhas mãos enchendo-te de amor.
E eu quero que tu sinta tudo que eu sinto.
todo o ímpeto perfeito,
todo o ímpeto maravilhoso.
Todo o torpor causado pelo raio
pelo raio do amor em mim.

E teu corpo tão belo em minha frente,
e teu corpo tão perfeito comigo.
E eu não posso fazer mais nada
a não ser abraçar-te totalmente.

Friday, October 09, 2009

Ode imaginária



Ode imaginária
(Nayguel Cappellari)

E como uma cachoeira se vai
Se vai o meu coração,
onde eu nao tenho nada.
E meu corpo diz adeus.

Não tenho sequer o apoio dos meus,
sonho ainda com o mundo novo,
onde eu não tenha que sentir,
sentir essa queimação em meu peito.

E ao meu lado não está ela,
sequer a tenho em meus dias,
ela se fora tal qual a água
que desce a correnteza da vida.

E neste mundo novo em que me encontro,
inexistente sentimento, meu coração se fora,
minha vida também; não possuo nada mais.
A não ser a queimação que corrói o meu peito.

O sangue que agora jorra,
bota para fora todo o mal,
não tenho mais nada,
nem mesmo ela em meu lado.

E meu coração está ardendo,
minha mente está morrendo,
o sonho está se indo,
por que agora sou nada.

Continuo a cantar,
cantar essa ode sem fim,
talvez no final de minha vida,
ela volte para mim.

Uma vida sem sentido,
onde não existe nem motivo,
um motivo para isso tudo.
Para o abismo em que existo.

E quero acabar com isso,
desistir, talvez, da vida,
mas eu queria ao menos por agora,
uma última conversa com ela.

E lá se foi a minha vida.
Lá se foi o meu âmago,
sou amargo, sou cinzento,
tal qual o dia sem sol.

E mesmo agora, com a caneta em minhas mãos,
sinto o torpor das coisas em minha alma,
já não existo completamente, e então
deixo para o nada meu futuro.

Monday, September 28, 2009

Nada mais

Nada mais
(Nayguel Cappellari)

E é agora que eu só penso em saltar.
pular da janela, do abismo, da pedra mais alta.
É agora que eu fico a esperar a morte.
sinto já o meu corpo esvaindo-se em nada.
Sinto-me exatamente um nada como tenho sido.
Sinto-me um inútil.
E continuam a não me ouvir.
E agora eu sei
que quanto mais eu tento enxergar as coisas coloridas
eu apenas consigo ver os vultos atrapalhando-me a visão.
e os vultos, querem me levar com eles.
e eu quero ir.
eu quero ir.

Friday, September 25, 2009

Uma noite

Uma noite.
(Nayguel Cappellari)

E como eu queria, neste momento, que tu estivesse aqui comigo.
E iríamos, então, nos abraçar calmamente.
Mesmo que lá fora estivesse tudo errado.
Mesmo que lá fora estivesse chuvendo ácido.
Mesmo que lá fora tivesse clarões e fantasmas chorando.
E eu não teria mais nada,
eu teria apenas a ti nesta noite.
Abraçaria teu corpo, beijaria tua alma, afagaria teus cabelos.
Voaria ao infinito contigo, meu bem.
Voaria contigo.
Não importaria nada, não teria medo de nada.
Mesmo que pela manhã o sol não quisesse sair.
Mesmo que eu não tivesse nada mais.
Para mim nada importaria,
porque eu teria a ti.

E como eu queria que este dia chegasse.
E como eu queria aproveitar esta noite contigo.
E como eu queria poder abraçar a ti.
E como eu queria poder ter aproveitado o sabor dos teus beijos.
E como eu queria poder ter segurado fundo em tuas mãos e não ter te deixado ir.
Como eu queria, neste momento,
que tu estivesse comigo.
Apenas esta noite.
apenas esta noite.

Thursday, September 10, 2009

Not at all

Not at all.
(Nayguel Cappellari)

E a cada vez que eu sigo...
como se minha alma caminhasse a cada rua.
E como se nessas ruas as luzes estivessem apagadas,
e com o perigo à espreita,
até a minha sombra tem medo de aparecer.

É como se o mundo estivesse num nada.
E do nada eu tivesse nascido.
É como se eu fosse presente para todos.
e todos fossem ausentes para mim.

É como se o mundo girasse,
e na minha mão nada parasse.
É como se na minha bandeira não tivesse,
sequer uma consideração pelo brilho da tua estrela.

É como se eu fosse sozinho,
sozinho, eterno, sozinho por sempre.
Sem nada, sem ninguém,
sem motivo para seguir em frente.

E é como se o sol não existisse
é como se as luzes não saíssem.
É como a coberta não protegesse do frio.
É como o brilho do luar não estivesse em meus olhos.

É como um mundo sem verdades,
é como um mundo sem mentiras.
É como um mundo sem nada...
é como um mundo em que vivo.

É como se eu tivesse idéia do que ser.
É como se eu tivesse idéia do que fazer.
É como se eu fosse alguém importante.
É como se eu pudesse fazer alguém ser importante.

É como se eu estivesse em um precipício,
e não conseguisse pular.
É como se eu fosse o pulo.
Do filhote do próximo pássaro a aprender a voar.

É como se não fosse nada,
nem sequer a mim mesmo.
É como se eu não fosse nada...
a não ser a sombra do que um dia eu já fui.

é como se eu pudesse agir livremente,
sem braços a me segurarem.
É como se eu pudesse agir livremente,
e decidir, então, a pular.

Monday, September 07, 2009

Da solidão 2.

Da solidão 2.
(Nayguel Cappellari)

E eu procuro uma explicação lógica para tudo,
procuro uma explicação para tudo.
Procuro, procuro.
Em tudo que é lugar, de tudo que é jeito.

Não encontro nada, não consigo sequer pensar em nada.
a não ser em teu rosto.
a não ser em tua voz.
Eu explico pra mim mesmo que tu não existes...

E eu tento ainda a acreditar em alguma coisa.
Mas eu não te encontro.
e as palavras já insistem em não sair...
e não são nada. Nada.

E eu não consigo entender nada...
e eu estou tão longe de onde tu estás.
eu me atiro ao chão, fico sem vontade de levantar...
e não levanto.

As lágrimas cáem do meu rosto, e,
eu não escuto mais nada,
não consigo mais ver o teu rosto,
e ao meu redor só existe o escuro.

Não possuo mais nada, nem sequer a esperança.
Nem sequer tenho a esperança de te ver...
de te amar, de te abraçar, de ao menos...
um beijo de adeus teu ter.

Não tenho mais nada,
à minha volta apenas a escuridão.
e eu,
eu estou tão longe de ti.

E por mais que tente, não consigo me mover.
Eu tento fazer algo para me levantar,
para melhorar meu humor...
mas nada adianta.

Eu estou tão longe de ti...
e eu estou tão longe.
E na minha mente não aparece nada mais.
nem ao menos eu sei quem tu és.

E nos meus olhos, as lágrimas,
as lágrimas do que nunca foi,
do que nunca existiu,
da ilusão alimentada pelo meu coração.

Thursday, September 03, 2009

Em pedaços.

Em pedaços.
(Nayguel Cappellari)

E enquanto eu vou dormir pensando nas coisas que não disse, e nas coisas que não fiz.
E enquanto tento dormir, viro, desviro, retorno a ficar de barriga pra cima...
olhando, mesmo no escuro, o teto do meu quarto. O teto que parece se mexer. Que parece ficar vivo, que parece querer me absorver e curar-me de todos os problemas.
E enquanto acontecem tantas coisas, e todos os pensamentos que vão, que, inconscientemente, eu me esqueço no outro dia pela manhã. E nas tardes intermináveis eu me ponho a relembrar um assunto que outrora eu pensava: "como é que ela pode dizer não?".
E enquanto trabalho, faço as coisas que me obrigam, que as regras me tornam a mandar... eu fico incontrolado, pensando em tudo que me aconteceu, em tudo que eu fiz, e então eu desabo, porque não entendo o que eu fiz de errado para que as coisas tenham tomado o rumo que tomaram.

E mais uma vez eu me quebro.
Quebro a cara no chão tal qual um espelho nas mãos de uma criança desastrada.
Quebro, então, outras coisas além da cara, quebro-me em pedaços pequenos, que demorarão a serem fixados. O coração cai, a alma despedaça-se, e os sonhos também se vão...
e tudo que me resta é a marca de que eu não pude fazer nada para mudar esse caminho horripilante.
E então eu fecho meus olhos... sonho alto, e não consigo entender, e algumas lágrimas caem simplesmente porque eu não sou nada.

Porque eu simplesmente não tenho nada...
e jamais terei.

E as lágrimas continuam a cair, com apenas um motivo,
e apenas duas coisas me aparecem em mente:
o teu nome e o porquê de eu estar chorando.

Thursday, August 27, 2009

Do não saber.

Do não saber.
(Nayguel Cappellari)

A gente tenta agradar e leva na cara.
A gente sofre e continua dando a outra face,
achando que não vai ser a mesma coisa e vem outro pedido de desculpa.
Mas nós, nos enganos, e sofremos de novo.
Levamos outro soco, que nos fere o ímpeto do coração.

As lágrimas escorrem do rosto,
- não tem motivo para fazê-las parar.
Se pensa no passado, elas caém mais ainda.
Se pensa no futuro, aí que elas não páram.
E a gente insiste em acreditar.

Acredita que não será mais como antes.
Que a gente não vai sofrer e não vai ter nada.
Mas a gente se engana e leva mais uma vez.
E quando a gente menos espera,
quem a gente conhecia não existe mais.

E o coração, outrora impenetrável,
agora machuca, destoa-se nos lamúrios.
E a gente não consegue entender,
não entende o que fez de errado.
Para simplesmente ser pisoteado feito o próprio chão.

Friday, August 21, 2009

21 de agosto, 20 anos de morte de Raul Seixas



Raul Seixas.

Hoje faz vinte anos de morte de Raul Seixas.
Raul Santos Seixas.

Músico, poeta, compositor, artista.

Foi de tempo em tempo que ele obteu a minha confiança, não foi de cara absoluto, demorei para entender o que suas músicas cantavam, demorei para entender o que ele queria falar. Demorei para entender o que ele queria que nós pensássemos. Mas agora, eu agradeço a ele por isso.

E agradeço ao tempo que me fez entender, porque quando mais novo, não tinha capacidade de entender, e se gostasse de suas músicas sem entender, eu não iria ser nem METADE do que seria hoje. Sim, Raul moldou meu caráter, minhas vivências, minhas experiências, me fez entender o significado das palavras, me mostrou um caminho bonito a seguir.

Foi ele que me mostrou em suas músicas a verdadeira cara da ditadura, foi ele que me fez gostar da história do Brasil e querer estudá-la mais a fundo para entender ainda mais as suas letras.

Foi ele, apenas ele, que dominou-me por completo no quesito ídolo.

Meu ídolo, que não tive a oportunidade de ver vivo, que não tive sequer qualquer contato, pois tudo que eu sei, é que suas mp3 estão aqui comigo, e me fazem uma pessoa melhor.

Sou grato por tê-lo conhecido, esse ídolo absoluto, essa pessoa maravilhosa que é Raul Santos Seixas.


Raul, obrigado por tudo.

Thursday, August 20, 2009

Apenas a verdade.

A verdade sobre a imensidão.
(Nayguel Cappellari)

E hoje eu vou contar uma história.
Ela não aconteceu com alguém que eu conheça de verdade.
Ela apenas aconteceu, como as coisas acontecem.
Simplesmente assim, aconteceu.

Foi num dia, quando, depois de chorar muito,
ele descobriu o que seria.
Ele se apaixonara
e desde então sua vida não teria mais sentido.

Ao contrário do que deveria ser,
ele estava feliz, e então desmoronou.
Não pela ilusão, não por falta de amor,
mas sim pelo excesso.

Pelo o que ele sentia em seu peito,
sufocou sua parceira como se estivesse a prendendo
em um aquário trancado.
E o peixe, não poderia respirar com a falta de oxigênio na água.

E então ele chorou demais.
encheu-se de chorar e seguiu em diante.
Quando o destino pregou outra peça nele.
Quedou-se novamente, e agora, mais complicado ainda.

Não bastasse os sonhos de noite,
não bastasse os gritos de desespero,
ele ainda teria de suportar a falta de atenção
e a dor no peito pela angústia de não tê-la.

Mais uma vez não foi a falta,
mas o excesso de amor que acabou com ele.
Quebrou-o ao meio, partindo em vários cacos.
Como se dele seguisse um fragmento sem cérebro. Sem vontade.

E foi aí que o destino resolviu rir da cara dele,
enquanto ele achava que tudo estava se estabilizando,
que ele não iria mais apaixonar-se e sofrer.
Ele, de fato, não apaixonou-se. Mas do caco houve mais caco.

Ele foi quebrado em mais pedaços, e não por causa de amor,
mas dessa vez, foi por falta dele.
Por falta de consideração por quem ele considerava.
Dessa vez não foi o excesso, mas sim a escassez.

E toda noite ele vai dormir,
e todos os pesadelos e os gritos abafados pelas paredes geladas daquele quarto.
E os berros de desespero e a força de desistir.
O fazem sentir-se cada vez pior, cada vez mais irritado, cada vez mais...

Cada vez mais inútil e imbecil ao que ele sentiu e sofreu.
Cada vez mais tenso e mais inexistente ao que ele fora.
E, então, ele percebeu que não fora nada.
A não ser ele mesmo, e que o sofrimento,
o sofrimento era a simples marca de sua pureza.
E a pureza de seu espírito, que era para ter ficado marcada nos corações das pessoas,
sequer fez cócegas nos gélidos corações.
E ele, hoje está sofrendo,
em pedaço do pedaço do pedaço do nada.
Do nada que um dia nunca foi.

E para ele, nem a morte é resposta.
Para ele, nem os dias têm mais sentido
nem o sol consegue dar as respostas.
Para ele, nada tem mais sentido.

Nem mesmo o excesso ou a falta de amor.
que um dia existiu.
Ou não.

Sunday, July 26, 2009

Jump.


Jump
(Nayguel Cappellari)

And you are at the hill,
your life is just going away
like if you don't have anything more to say,
like if you don't have anything more to do.
The words don't make any sense.
And you are at the hill...
and its hard to know if you want to jump
or not.

Wednesday, July 22, 2009

Engaiolado.

O futuro me assusta,
como se não houvesse nada de mais amedrontador.

Não sei o que serei amanhã.
Não sei nem exatamente o que é o amanhã.

Só sei que o amanhã chegou.
Passou, tornou-se ontem.

E quanto a hoje,
hoje, o que eu sou além de um pássaro engaiolado?

Saturday, July 04, 2009

E não importa


E não importa
(Nayguel Cappellari)

E não importa...
as coisas continuam a acontecer,
e as pessoas, - que antes estavam ao teu lado, meu caro -
não se importam mais.

Não ligam para teus sentimentos,
não ligam para o que tu pensas,
não ligam para o que tu precisas.
Não ligam se tu queres um doce sorriso ou um abraço.

E não importa, meu caro,
as coisas acontecem e a sitação é a mesmíssima.
O coração sofre e chora sangue,
enquanto os outros tão nem aí para o que ele sente.

A vida continua para todos,
e todos estão pouco preocupados,
não, minto, na verdade estão NADA preocupados
com o que tu sentes.

Ninguém é obrigado a se preocupar contigo,
é bem verdade, mas com toda a certeza
tu te lembrarás que,
muitas vezes, foste tu quem os protegeste de qualquer infortúnio que fosse.

E quando tu precisas, onde estão?
Quando teus olhos estão com lágrimas
e quando teu coração quer parar de bater...
onde é que eles estão?

Onde é que estão as pessoas que estiveram contigo?
Onde é que está a amiga que chorou no teu ombro?
Ou o amigo que te abraçou fortemente quando tu o ajudaste
com a perda recente que teve?

Onde é que está,
senão, dentro da tua imaginação,
a dignidade e o respeito
do ser humano?

Thursday, July 02, 2009

Eu queria ter vivido nas épocas passadas,
onde tudo era escasso e sem facilidade alguma.
Eu queria ter vivido em épocas pasadas,
pois lá, as pessoas não eram tão egoístas.

As pessoas se preocupariam com o que eu estou a sentir
As pessoas se preocupariam com o que eu tenho dentro do coração.
Eu, ao menos, teria alguém com quem conversar,
alguém com quem sorrir, e não seriam as pessoas que eu mais gosto,
que me matariam de desprezo, de dor, de tudo.

Os amigos, de agora,
já não fazem tanta questão.
É tão simples acabar com o sorriso,
em vez de um abraço normal.

Eu queria viver na época passada,
onde tudo era mais difícil,
naquela época, ao menos,
as pessoas se preocupariam com o que eu sinto.

Sunday, June 28, 2009

Apenas para deixar gravado

Thank you?

Lembras quando nos conhecemos, tudo que eu passava? A doença do meu pai, os stress em casa (que até hoje existem), as brigas com tantas coisas, o retardo mental do Nayguel ;P... lembras de tudo isso?
Lembras que foste tu quem me acolheste, quem, sem me conhecer, cuidou do meu coração e do meus sentimentos? Lembras que foste tu quem me fizeste levantar e não querer mais cair, não apenas naquele dia, mas inúmeras vezes desde então.

Rachel, acima de qualquer coisa que tenha acontecido, acima de qualquer situação que tenha existido, não és tu quem tem de agradecer, sou eu. Apenas eu. Tá bom?


Obrigado por existires, e, ainda por cima, obrigado por apareceres em minha vida.

:D.

If you're a rhyme with no reason,
you're the why I have this smile in my face.

Thursday, June 11, 2009

Sombra.

Tem dias que a gente passa a madrugada em claro,
vai se deitar logo pela manhã,
Pensando nas bobagens que a tua vida já fez,
pensando nas coisas que te levaram a escolher este, e não o outro caminho.
E nesses dias a gente percebe tantas coisas.
Como a gente é burro, como a gente é bobo.
Como a gente sofre, como a gente sorri.
A gente percebe que muitas coisas acontecem e ainda irão acontecer.
Mas quando está mexendo em uma ferida,
e por mais cicatrizada que ela esteja,
essa ferida, por um tempo, insiste em romper,
insiste em abrir como uma úlcera,
te levando a sentir dores horríveis,
Vontade de chorar, vontade de gritar.

E nessas vezes a gente percebe como a gente é infeliz,
como a gente não tem nada na vida,
a gente percebe que por mais que tenha vivido, nada adiantou. E percebe que os sonhos já não são mais nada.
Que as pessoas com quem tu te importou não te consideram tão importantes.
Que com um simples olhar, ou uma simples palavra tudo desanda.
A gente descobre que pra fazer as flores crescerem de novo a gente tem de chorar bastante para regá-las.
A gente tenta, mas não consegue combater as ervas-daninhas, e aquelas pessoas que são importantes nos fazem vomitar.
Nos fazem vomitar SANGUE.
De tristeza, de angústia, de raiva, de medo.
De medo de ter sido besta por ter acreditado,
de tristeza por ter acreditado.
E de angústia por saber - agora - que está vivendo em um mundo totalmente lúdico, fantasioso. E não, não é um mundo decente. Não é um mundo feliz.

E a gente percebe que por mais bobagem que a gente faça,
Agora não adianta mais nada,
porque dentro do corpo da gente tem um sentimento ruim,
crescendo tal qual um tumor,
e a raiva o alimenta.
E o tumor instintivamente leva nossos sentimentos felizes.

Porém, depois de um tempo, a gente percebe que esses sentimentos podem se tornar felizes de novo, se a gente absorver bastante coisa boa e acreditar nelas. Se a gente fazer deste tumor algo benígno, se a gente lutar pelo que é certo e correr atrás de ser feliz ainda.

Mas não importa quantas vezes a gente caia e levante, é como se a gente tivesse aprendendo a andar de bicicleta e não tenha medo de cair, mas a gente cai.
E a gente cai, e a gente tem medo.
Mas a gente tem de alimentar aquele tumor dentro da gente, a gente tem que lutar contra as coisas ruins e revertê-las para o bem.
E quando a gente pensa que vai conseguir, alguma coisa de novo bate na cara, fazendo com que a gente caia, desmaie, e fique horas sem acordar.
Até a gente ter a vontade de desistir, e deixar pra lá o que pudera ser, e deixar pra lá a amizade inconstentável que poderia acontecer.
E o tumor agora consome totalmente a existência da gente.

Somos tu e eu, coração, caindo, incansavelmente, sem sequer uma base de apoio.

Sem asas, sem ares, sem nada.
Somente nós dois, como sempre foi e como sempre vai ser. Ninguém mais.

Por que eu tô cansado dessa vida, das mentiras contadas, e dos sonhos inexistentes.
Eu quero acabar com o meu tumor, mas me perdoe, coração, não tem como a gente sair ileso dessa vez.
Talvez eu não te acompanhe mais.
Ou talvez tu não me acompanhes mais,
Talvez, depois de arrancar esse tumor, eu seja capaz de seguir adiante, talvez não seja.
Talvez, depois de arrancar esse tumor,
A gente se separe, coração.
E nunca mais volte a se ver, pode ser que eu caia, e não consiga mais me levantar.

A caminhada até aqui foi divertida, a gente riu e sofreu.
Mas quero que tu saiba, que não foi por tua culpa, coração, não foi por tu seres ingênuo e acreditar em todas as pessoas, confiar cada sorriso verdadeiro que tu deste, cada palavra de conforto, cada lágrima contida para mostrar que tava tudo bem, não foi por tua causa que a gente caiu.
Foi por culpa do tumor do amor que está entre nós dois.

Thursday, May 28, 2009

I saw her face




Fonte da Imagem: http://donnobru.blogspot.com/2008/11/broken-heart-digital-paint.html

I saw her face
(Nayguel Cappellari)

Eu vi o seu rosto,
e o jeito com que fora embora.
Eu vi suas costas,
e não contive as lágrimas.

Ela ao meu lado,
e eu tentando contar.
Queria contar a ela tudo que sentia,
Mas a deixei ir embora com medo.

Eu vi seu rosto,
as bochechas tão lindas,
a boca sorridente e os olhos,
os olhos que brilhavam.

Eu vi seu rosto,
e ela estava ao meu lado.
Eu não consegui dizer nada,
nada. Ela ao meu lado.

"I saw her face,
and I can't deny,
that I fell in love
with her."

Eu espero que um dia,
ela entenda que eu tentei contar,
o que eu sentia por ela.
- O que eu realmente queria contar.

Eu vi sua face,
e não posso negar
que eu me apaixonei
por ela.

Inteiramente, puramente só.
E ela ao meu lado,
e com o rosto perfeito.
E o sorriso que me levava aos sonhos.

Thursday, May 21, 2009

A reviravolta do que fora


A reviravolta do que fora.
(Nayguel Cappellari)

O sol iluminando um dia lindo.
Sonhos enchem os olhos da criança.
Porém, tudo que tinha pra ser bom,
acaba por tornar-se sombrio e frio.

O calor do sol e o dia lindo,
foram trocados por sombra e ilusão.
A vida, estinguia-se em minha mão.
E eu não sabia mais o que fazer.

O sangue, ao chão, jorrando feito água.
Os olhos inchados já sem brilho.
A boca torta e a respiração
inexata.

O diafragma torto,
o sistema nervoso central atingido.
As lágrimas da minha face
rolaram.

E hoje, no dia que tinha tudo pra ser lindo,
que o Sol aqueceu a alma dos apaixonados,
iluminou a vida dos poetas,
trouxe, também, uma heroína, guerreira, brava.

A gatinha Vitória,
a qual, atropelada sofria.
Hoje o Sol brilhava
a face refletida de Deus em minha vida.

Wednesday, May 20, 2009

Última confissão


Última confissão
(Nayguel Cappellari)

Os olhos estão cansados.
O corpo não mexe,
não faz mais nada.
E a lua sequer brilha alguma coisa.

O corpo, moribundo,
deseja parar de sofrer.
Quer parar de sentir dor.
Parar. Parar.

O sonho de outrora jaz
feito o poeta lúgubre
do passado.

Os destinos não se cruzam.
A mente não mente...
os olhos estão fechados.

E neste túmulo jaz o poeta
escritor das mais belas palavras
e agora ele está sonhando
com as mais lindas poesias.

E por mais que tudo pareça igual.
Ele se foi. Ele se foi.
Jamais se lembrarão dele.
E tudo que sobrou é apenas o nome no papel.
O nome do poeta e a quem ele dedicou este último poema.

De Nayguel Cappellari
Para Nayguel Cappellari

"As lágrimas rolam da minha face.
meu coração está prestes a explodir.
Sinto que minha vida está indo.
e um buraco se faz em minha mente."

Thursday, May 07, 2009

Maldição do Poeta

Maldição do Poeta
(Nayguel Cappellari)

Doente feito um moribundo.
Pior do que a alcova do vampiro,
mais tenebroso que a morte do escolhido.
Eis que caio morto por ti.

Caio morto por despreso.
Caio morto por ódio.
Caio, unica e exclusivamente,
porque tu não vês.

E eu não sou mais teu.
Não te pertenço mais.
Livrei-me do sentimento mal.
Limpei-me da tristeza total.

Eis que eu caio morto, sim.
Perplexo por tua causa,
mas em seguida eu levanto,
revigorando-me a alma.

Não sou mais o que já fui.
Já sou outro e totalmente diferente.
E nada mais serei,
a não ser meu ego revivido.

Já não quero mais saber de outrora.
Dos sonhos do passado,
não tenho medo do futuro,
tenho ódio do que fora.

E eu estou vivo
Mesmo depois de ter caído.
Sou uma nova pessoa.
Um poeta moribundo.

Saturday, May 02, 2009

Confissões IV



Confissões IV
(Nayguel Cappellari)

Para Karina

Ah, se eu não fosse tão burro.
Se eu não fosse tão besta.
Se eu tivesse antes aprendido a dançar,
se eu tivesse aprendido antes a conversar.

Ah, se eu não fosse tão tímido.
Ah, se eu não tivesse tanto medo.
Ah, se eu pudesse te puxar e te fazer sumir.
Sumir dali, sumir dali.

Só tu e eu,
entrelaçados em um lugar tranquilo,
em um lugar sem nada,
iríamos ser nós dois e a tranquilidade do que somos.

Ah, se eu não fosse tão idiota.
Se eu não fosse tão medroso.
Se eu tivesse coragem de te puxar...
Se eu tivesse coragem de dizer pra ti.

Se eu não ficasse com vontade de chorar ao te ver.
Se eu não chorasse ao te olhar.
Se eu não tivesse tanto medo.
Se eu não fosse tão burro.

Eu queria que fôssemos nós dois.
Sem sombra de nada nem de ninguém.
Sem medo de sermos felizes juntos.
Sem medo algum de ser nada.

Sem medo de sermos ao mesmo tempo tudo.
Na mais tranquila imensidão
do que eu sinto em meu peito...
no furor do amanhã.

Eu queria poder explicar a todo mundo.
Queria poder te dar um beijo e um abraço.
Queria, ainda, poder te levar pra um lugar...
e morrer ao teu lado lá mesmo.

Hoje eu te vi...
estavas linda de vestido branco.
Depois tu mais parecias um anjo,
- Até asas tu tinhas!

Hoje eu te vi,
entraste no salão sorrindo e bem nervosa.
E com aqueles olhos me olhaste...
E eu desatei em lágrimas de felicidade.

Estavas tão linda, estavas tão bela.
Que eu te olhava e te via...
e sentia uma forte dor no meu peito.
E sentia a necessidade de te roubar dali.

Hoje eu te vi, hoje eu te vi.
não sei se isso foi bom ou se foi ruim.
não sei se eu poderei um dia te ver de novo.
Ou aos meus braços te ter.

Não sei de nada, não sei de nada...
sinto medo do futuro,
e tenho medo do passado.
Sou um inútil e um ser tão burro.

Eu queria, ao menos,
que tu me olhaste melhor...
queria te ver tão linda,
e que não precisasse chorar.

Chorar por não te ter.
Chorar por ser medroso.
Chorar por ser burro.
Chorar por não ser teu.

Eu queria poder cantar aos anjos,
queria poder chamar-te de um,
queria, ainda, beijar-te a boca,
e sentir o gosto dos teus lábios macios.

Queria te abraçar forte.
queria nunca mais te soltar.
queria estar ao teu lado.
e queria imensamente te amar.

Eu não sei o que eu faço,
se nem consigo te falar como tu estás linda.
Eu queria poder dizer-te,
que o meu coração é o mar...

E tu és a sereia que nele mora.
E tu és o anjo que nele vive.
E tu és a menina que me enfeitiçou.
Tu és exatamente tudo pra mim.

Não tenho palavras para dizer-te...
como gostei de te ver,
como gostei de te ver...
E o ciume de te ver dançar com eles.

Eu queria te roubar,
roubar-te pra mim,
roubar-te puramente só.
Puramente minha, minha só.

Eu queria que tu fosse minha...
para nunca mais eu precisar,
sonhar contigo e,
na verdade, não querer acordar.

Tuesday, April 28, 2009

Devaneio


Devaneio
(Nayguel Cappellari)

E algumas coisas a gente não entende...
estas, mudam bruscamente.
E quando menos estamos a esperar,
o sorriso substitui as lágrimas.
E as lágrimas já não cairão mais,
ao menos, é o que a gente pensa.

Um dia está claro, e agente sorri.
No outro, está escuro e a gente chora.
E quando a gente menos espera,
muda de novo, e a gente volta a rir.
E volta a chorar.

E nesse vai-e-vem frenético.
a minha alma está em torpor...
não entendo nada mais,
e não sei o que fazer.
se eu te ligo, se eu te escrevo.
Se eu te espero, se eu te esqueço.

Não sei o que fazer, não sei o que pedir.
Não sei se rezo ou se eu imploro.
Não sei se eu grito
ou se eu simplesmente me calo.


Eu não sei de nada.
Tudo que eu sei,
é que nesse dia claro.
eu quero estar sorrindo,
imensamente belo...
ao teu lado, menina linda.

Thursday, April 23, 2009

I Wish I Could Fly


I Wish I Could Fly
(Nayguel Cappellari)
A Karina

I wish I could fly...
over this town,
over the dreams that I have.
Dreams without colors...
Because you don't be with me.

I need to fly.
Over this town.
Over this feelings,
falling in love,
falling in love for you.

I need to grown up.
I need to go so high,
and then, I just want to fall...
falling near you, falling you.
fallin' in love again for you.

Thursday, April 16, 2009

Pensamentos.

E pr'aonde fora o sorriso?

E já não se sabe mais o que fazer.
Será que faz uma ligação?

Será que faz duas?

Será que não faz nada...
nada faz?

Pr'a onde fora o coração?

Monday, March 23, 2009

Baralho de Cartas.


Baralho de Cartas
(Nayguel Cappellari)

E por mais que eu não saiba o que fazer, ou o que dizer, sinto raiva de mim mesmo, poque sou completamente inútil. Não, é verdade. Não sei como agir, não sei nem o que fazer. Eu fico aqui, trancado em meus sentimentos, sem entender o que diz as coisas, sinto vontade de voar, mas minhas asas estão fechadas. Sinto necessidade de abraçá-la, mas ela está noutros braços. Sinto vontade de excluí-la, mas ela é muito importante para mim. Não, não é extremo. É que uma menina é capaz de me fazer sentir desejo incontrolável de tê-la em meus braços. E à outra: sinto apenas vontade de mandá-la pro espaço com vontade de ignorá-la e deletá-la de minha vida por completo. Mas não, não consigo. Essa pessoa é importante para mim mesmo, importante no sentido de que mesmo ela me machucando, mesmo ela me tratando mal e me fazendo sofrer, eu a considero bastante, a ponto de não conseguir excluí-la de minha vida.

Eu sou imbecil, eu sei, mas o que eu posso fazer, se espero demais de algumas pessoas? O que eu posso fazer se não consigo me controlar e entender o que cada uma sente? O que eu posso fazer se não faço as coisas da maneira que esperam?

Bom, eu não sei mesmo o que dizer, ou o que fazer, já tentei de tudo, até mesmo acabar com a minha vida. Mas volta e meia eu olho no espelho e percebo que eu tenho tudo pra ser feliz, e que tô reclamando de barriga cheia, e isso me mata, porque me faz ser mais imbecil ainda. Até porque, mesmo que ninguém saiba o quanto eu já sofri, ou ainda vou sofrer, eu continuo a sorrir. Sei lá, é alguma coisa de mim, e queria entender.

Eu queria dizer para ela que eu tô gostando de verdade dela, e que eu espero o tempo que for necessário para tê-la ao meu lado, e não importa quantas vezes terei de vê-la chorando pelo atual, ou qualquer coisa desse tipo.
Eu só queria contar a ela que ue gosto dela.


E queria deixar claro, que a partir de hoje, tornar-me-ei uma pessoa difernete, que quero ser alguém de verdade, sem morte de uma consciência e ascenção doutra. Não quero mudar meu estao de espírito nem meus pensamentos. Quero ser apenas alguém normal e ser feliz.
E deixo claro a todos, que mudarei, e serei alguém ainda melhor, independente de consciência ou seja lá o que for.


A verdade, é que são tantos pensamentos em minha cabeça, que eu não sei nem se esse post fará sentido.

Thursday, March 19, 2009

Poema ao acaso



Poema ao acaso
(Nayguel Cappellari)

Tu és um anjo para mim
eu não quero te ver assim.
Não entendo o porquê,
mas posso oferecer meus braços para ti.
Eu posso dar um caloroso abraço
e eu só quero te ver sorrir, só sorrir,
eu só quero te ver sorrir de novo.

Tu és um anjo para mim.
E eu não suporto essa tua tristeza
eu apenas quero segurar-te um pouco.
Segurar as tuas lágrimas
e quero que saibas que eu te acho importante.
Importante para mim! MUITO!
Eu te amo demais, e,
e sempre estarei ao teu lado, boba.

Sunday, March 15, 2009

Súplicas



Súplicas
(Nayguel Cappellari)

Hoje, olhando para o céu,
lembro-me de ti, e do teu olhar tão forte.
- Brilhante!

Lembro-me do jeito com que tocaste minha mão,
e seguraste para que eu não fugisse de ti.
Lembro-me bastante do dia em que te encontrei.

E com uma chuva forte, lavando nossas almas,
ambos nos fitamos, olhando forte e intensamente.
Até que um grito rompeu o silêncio que circundava nós dois.

E com um olhar estranho, te afastaste simplesmente,
olhei ao longe, para ver se tu olhavas de volta.
Não consegui perceber, virei para frente, e segui adiante.

A partir daí, descobri que não vou conseguir te esquecer.
Sequer quero esquecer o toque macio de tuas mãos,
e a força com que fitávamos livremente.

Mas não é tão simples assim, tu estavas adiante, e eu não poderia te abraçar.
Não pude te buscar e te trazer para meus braços,
e como me dói saber que em teus braços existe outro alguém.

Dali por diante, eu me entristeci, mas tive em mente que queria te encontrar.
Que queria te conquistar e te provar o quão feliz posso te fazer.
E dali em diante descobri, o quanto tu significavas para mim.

E hoje, olhando as estrelas, eu lembro do quão doce e suave foi o toque de tuas mãos.
E necessito por demais tê-lo de volta, necessito olhar o teu rosto e beijar-te teus lábios.
Necessito amar-te livremente.

E hoje, não importa o quão doce esteja a noite, eu jamais vou esquecer,
daquele dia em que eu te encontrei e de quão incrível foi o toque de tuas mágicas mãos.
Por um segundo, vivi no paraíso.

E como um anjo me cativaste, com uma flecha ardente eu estava aquecido,
meu coração acelerava
e tu te tornavas a pessoa mais incrível deste mundo.

E eis então que hoje, nessa noite sem luar, apenas com as estrelas ao longe,
eu sinto que preciso de ti mais do que nunca, que tu és tudo pra mim...
e que eu ainda hei de te conquistar.

Mesmo que me doa ver-te em outros braços,
eu te digo que mais cedo ou mais tarde,
estarás junto a mim, e seremos mais felizes do que outrora já fomos.

Sunday, March 08, 2009

Nada. (Em vídeo)

video

Poema "Nada." em vídeo.
Apreciem!

Saturday, March 07, 2009

Nada.

Ele tem tudo e ao mesmo tempo não tem coisa alguma.
Ele tem pessoas em sua volta, mas não como gostaria que fosse.
Ele está cansado de receber algumas respostas.
Ele está cansado de não receber resposta alguma.
Ele está cansado de tudo e de todos.

Pisam em cima de suas bondosas costas, de seus bondosos sentimentos.
E ele está cansado de ser taxado e dito como lixo.
Ele está cansado de ouvir sempre as mesmas coisas.
E ele está cansado de lutar pelo que já não é certo.
Ele está cansado de pensar que nada mais será como antigamente.

O futuro, para ele, agora é o passado.
O passado, para ele, não existe mais.
Para ele, não existe vida alguma.
A não ser o único pensamento em desistir de tudo.
De realmente se matar.

- Suicídio, suicídio.
Ele se põe a pensar.
Imagina situações, a desordem toma conta.
Os anjos já não existem, e sua alma está alqueivada pela morte.
Ele tem tudo mas ao mesmo tempo não tem coisa alguma.

Os olhos dele já não choram mais.
As lágrimas já secaram de tanto que sofreu.
Está cansado de olhar para os lados e ver tudo que já fizeram.
Está cansado de ouvir o que as pessoas têm a dizer.
Está simplesmente cansado, cansado de verdade.

E em sua mente apenas uma palavra.
- Suicídio.

Monday, February 16, 2009

Recobrar


Recobrar
(Nayguel Cappellari)

E mais uma vez o mundo coloriu.
Deixando para trás tudo que era preto e branco.
Tornando-se colorido e cheio de vida.
O Poeta, antes semi-vivo, encontra-se agora recobrado.
Recobrou sua consciência.
Recobrou sua voz, seu brado.
Recobrou, ainda, a vontade de viver.
Ele, que outrora desistia, agora está querendo lutar novamente.
Tem uma vida inteira pela frente,
e muitos amores e sofreres para acontecer.
E antes que tudo acabasse, o mundo deste poeta coloriu-se.
Já não era nem preto, nem branco.
Era azul, lilás, roxo. Vermelho, laranja, amarelo.
E tudo tão simples, ele agora tem vontade de viver.
É como se fosse um grande elo,
capaz de transformá-lo de um ser pensante
em uma vida inexistente em um simples telefonema.


Um telefonema coloriu o mundo deste poeta.
E tudo recobrou novamente à vida.
E ele é grato ao seu Sol...
grato por ter ligado quando ele mais precisou.

Saturday, February 14, 2009

Um leve desabafo.

Bom, eu não tenho nada para escrever aqui hoje, então vou desabafar tudo que tem me mantido acordado todas as noites e tem me feito, por vezes, chorar desesperadamente.

Se puderam ver, eu ando meio mal, e sim, eu estou. O motivo? São tantos que com toda a certeza vocês dormiriam se fossem ler. E, independente da minha vontade ou dos sonhos que outrora eu já tive, eu me mantenho vivo, ou melhor, semi-vivo, como um moribundo, fingindo estar bem para todo o mundo e sorrindo quando me contam alguma coisa feliz.

Sabem, eu ando realmente mal, o maior motivo disso tudo sou eu. Não tenho ego, não tenho nada mais... estou perdido e por alguma coisa que eu não tenho idéia. Algumas coisas me mantêm acordado à noite, me fazendo olhar pro teto e/ou virar na cama de saco cheio. A insônia brava que me assusta. O mundo que me deixa totalmente péssimo. O meu mundo.

Meus pensamentos andam me açoitando demasiadamente, destruindo-me a cada dia. E eu tenho que continuar a viver, independente de tudo, de todos. Meu coração está batendo, aos poucos, meu sangue ainda corre e meu pulso ainda pulsa, porém, eu não estou mais vivo. Não mesmo!

Sinto muito estar falando coisas que vocês (se é que alguém vai ler) necessita para ler. Mas a verdade - a minha verdade, na verdade - é que eu não tenho outro jeito, preciso desabafar, e este é o único canto que me deixa feliz nos últimos tempos. E ainda que seja assim, e ainda que seja desse jeito, eu me farto querendo que tudo fosse diferente, que fosse um pouco diferente pelo menos. Mas acho que os céus decidiram não mais me alegrar.

E eu estou aqui, péssimo, cada vez pior, olhando pros lados ou pra frente, sem nem piscar direito, e sinto que tem alguma coisa me fazendo muito mal por dentro de mim. Onde eu tô não há sombra de nada!.

E eu canso! E eu canso!

Não sei exatamente do que eu preciso, aliás, eu sei. Todos sabem, apesar de não perceberem. Tudo que eu preciso é um pouco de paz para mim mesmo.


Deixo por aqui minha mensagem de até mais, nessa ou na outra vida. Sou um semi-vivo. Não vejo a hora de poder ir pra faculdade e me abster aos estudos, para, assim, não ter mais essas coisas na cabeça.

Saturday, February 07, 2009

Da solidão


Da solidão
(Nayguel Cappellari)

E não vejo nada mais...
olho para cima e fico tonto...
não tenho ninguém. Nem ao meu lado,
nem a minha frente.
Ninguém na minha mente.

Sinto falta de algumas pessoas.
De outras eu quero distância.
De umas eu sinto falta e quero distância.
De outras, eu nem lembro o nome.

Estou péssimo, já não aguento mais.
Chorei tudo que devia e agora não tenho mais lágrimas.
Nem mesmo a lua me faria chorar.
ou se quer a minha lua me faria.

Eu não entendo muita coisa.
eu não tô bem, não estou.
quero simplesmente desaparecer,
e na fumaça do silêncio permanecer.

Sinto meu coração apertado, minha mente esquecida.
Sinto minha existência dilacerada.
Sinto-me completamente esquecido
Na solidão.

Não sou ninguém, sou o Zé Ninguém...
Jamais lembrarão de mim.
e tudo que eu fiz
foi estrar presente para todo o mundo.

E não importa, mesmo que digam que não,
isso não é mera palavra de um ser humano qualquer.
isso é de algum poeta tolo que está só.
Simplesmente só, simplesmente só.

Este poeta não tem vontade de viver.
Já pensou em se matar
já pensou em desistir...
este poeta não tem mais vida.

E agora, tudo que eu quero fazer.
é desistir da vida e da morte.
quero simplesmente desaparecer.
afinal, jamais lembrarão de mim mesmo.

Friday, January 09, 2009

Poeminha sem nome II


Poeminha sem nome II
(Nayguel cappellari)

At Rachel

E à espera do alvorecer.
Na chama ardente do amor.
No limite sombrio de meu corpo.
Venço e derroto meus inimigos.

Derroto todos os fantasmas
e todos os meus medos.
Ardo, loucamente, por ti.
E assim, venço todos.

Minhas mãos já acostumaram-se com o sangue.
Meus braços estão fortes o bastante.
Minha alma está rija o suficiente.
E meu coração, não tem exatamente o que quer.

Mesmo eu te amando, e mesmo te querendo.
Não adianta, que não posso seguir assim.
Eu preciso, simplesmente... ter a ti.
Porque senão, eu morro neste ardor.

E como a aurora de minha vida...
extingue-se tal qual fumaça.
E nos teus olhos eu vejo e revejo.
O reflexo de minha alma.

E contigo eu quero seguir minha vida.
Será que preciso dizer sempre?
Minha alma poeta e iludida
Pois eu te amo simplesmente.